Previsões para o mercado imobiliário em 2018

Previsões para o mercado imobiliário em 2018

Confira algumas das tendências e apostas dos especialistas para este ano.

Como já sabemos, o setor imobiliário é, sem dúvida nenhuma, um dos principais motores da economia brasileira e gera muitos empregos no país. E, nos últimos anos, o mercado sofreu com algumas oscilações, poucos investimentos e muita incerteza, em especial por três grandes motivos: a instabilidade política, o endividamento da classe C e as altas taxas de juros e baixa oferta de crédito, impulsionadas pela crise econômica.

Para investidores estrangeiros, o Brasil vinha sofrendo com o fato de que cada vez menos pessoas investiam na compra de casas e apartamentos devido a esses motivos. O fato é que a saúde do mercado imobiliário brasileiro foi gravemente afetada pela crise econômica e não deve se recuperar com facilidade, mas aponta para sinais positivos. A perspectiva para 2018 é de que o mercado imobiliário vai voltar a receber novos investimentos e movimentar a economia com um pouco mais de estabilidade.

Segundo uma pesquisa realizada pelo Secovi-SP (Sindicato da Habitação de São Paulo) para avaliar o Mercado Imobiliário, de janeiro a agosto de 2017 foram comercializadas 10.991 unidades na cidade de São Paulo, o que representou uma alta de 20,8% em comparação ao mesmo período de 2016 com 9.100 unidades. A pesquisa obviamente teve como foco a capital paulista e entornos, no entanto, os números apresentam um sinal de retomada do setor por alguns motivos como a diminuição das taxas de juros e inflação e do crescimento do PIB, a redução na taxa de desemprego, preços dos imóveis mais estabilizados e mudanças nas regras de financiamento.

Todas essas mudanças econômicas por conta de fortes decisões políticas no âmbito federal estão criando um novo ambiente no país que está fortalecendo os investimentos estrangeiros, a retomada das incorporadoras na construção de novas obras – o que consequentemente gera novos empregos e aquece o motor da economia brasileira – e principalmente reconstruindo a confiança do consumidor, que foi abalada por conta da última crise econômica e dos escândalos políticos.

Entendendo os ciclos imobiliários das últimas décadas

Em 2008, a crise imobiliária dos Estados Unidos refletiu de forma negativa em todo o mundo. A economia brasileira, que na época dava fortes sinais de prosperidade, viu o mercado imobiliário crescer a passos largos, com base em um país com baixo índice de desemprego, apresentando à época um aumento da renda média do brasileiro, além da expansão significativa de alguns programas de oferta de crédito para a compra de imóveis com juros mais baixos. E isso se prova nos números: segundo o Banco de Compensações Internacionais – o BID – a valorização imobiliária no Brasil foi de 121% nos cinco anos seguintes ao período pós-crise de 2008.

Esse cenário continuou a evoluir até 2013, quando a economia começou a dar sinais de desaquecimento e um novo cenário de queda dos investimento surgiu, principalmente em 2015, também por conta da supervalorização dos imóveis no ano da Copa do Mundo, por conta das muitas obras de infraestrutura nas cidades-sede. Com isso, o setor imobiliário se desacelerou para se adequar à demanda e também por conta dos juros mais altos e o crédito mais escasso.

E o que esperar daqui pra frente?

Felizmente, as vendas imobiliárias aumentaram cerca de 10% em 2017 em comparação com 2016, segundo a Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança), mesmo em um cenário de recuperação, em tempos de consolidação do impeachment, mudanças complexas na economia, retração dos salários, inflação ainda não completamente regulada e mais regras para disponibilização de crédito imobiliário.

Isso tudo fez com que poucas pessoas realmente investissem em imóveis no ano passado. Mas as previsões para 2018 são de melhora considerável na economia. De acordo com especialistas do mercado financeiro a inflação deve diminuir, o que fará com que a economia volte a crescer depois de um período de retração. A tendência é que a inflação de 2018 fique abaixo da meta central de 4,5%. A expectativa é que a inflação fique próxima dos 3,09%.

Além disso, o PIB – índice de mensuração importante da economia do país – também deve voltar a crescer, segundo um levantamento do Banco Central. A previsão do aumento é de 2,51%, o que já representa uma recuperação considerável se analisarmos a evolução do PIB de 2015 (-3,8%) para 2017 (0,5%). Esse aumento no índice cria esperança no mercado e ajuda a gerar mais empregos – outro ponto importantíssimo que justifica a previsão otimista para o mercado imobiliário em 2018 – girando a “roda da economia” e aumentando as possibilidades de consumo da sociedade brasileira.

Outro ponto importante é que a taxa básica de juros, a Selic, vai manter um certo nível de estabilidade este ano. Seu fechamento esperando é de algo próximo aos 7%, apenas 0,5% a menos que os 7,5% do começo deste ano.

Por último, o fato da Caixa Econômica Federal ter anunciado novas regras no começo do ano para o financiamento imobiliário, como a regra que dobrou o teto do financiamento de de R$1,5 milhão para R$3 milhões, além da ampliação do programa “Minha Casa Minha Vida” em torno de R$1,5 milhão, podem propiciar uma aceleração imobiliária em 2018, já que fez crescer o mercado não só para as classes mais altas, mas para a B e C voltarem a financiar um imóvel.

A boa notícia também vem por conta de outros bancos como Itaú e o Banco do Brasil iniciarem de fato suas operações no segmento de mercado imobiliário, com base na redução da Selic. Isso ajuda na queda dos juros para crédito imobiliário e aumenta a concorrência, o que é ótimo para quem vai comprar ou investir em imóveis.

Com projeções de mercado tão otimistas, o que você precisa realmente fazer agora é estudar consistentemente o setor e criar boas estratégias para buscar oportunidades imperdíveis, sejam unidades residenciais, comerciais ou até mesmo loteamentos, seja para vender ou para comprar.

 

cta-sto-andre

 

Fontes:
• Exame.abril.com.br/negocios
• Jornal.usp.br/atualidades
• Seisporcento.com.br
• Meuconsultorimobiliario.com.br/blog
• Mapadaobra.com.br/negocios
• G1.globo.com/especial-publicitario/zap/imoveis

 

2 comentários

Deixe uma resposta