Você pode comprar um imóvel financiado?

Descubra todas as regras e condições que você precisa seguir para poder financiar um imóvel.

 

Comprar um imóvel ainda hoje é uma das grandes realizações de uma vida. E tomar a decisão de fazer um financiamento é também uma das decisões mais importantes da vida de uma pessoa, seja ela solteira ou casada.

No Brasil, a compra de imóveis é mais comumente feita através do financiamento imobiliário. Poucos são os que conseguem comprar um imóvel à vista e a ideia de continuar morando de aluguel até juntar todo o valor de um imóvel à vista não costuma agradar muito os brasileiros, apesar de muitas vezes também ser uma ótima forma de comprar um imóvel.

Hoje, vamos apresentar as principais regras, condições e informações relevantes para você entender o que precisa fazer e seguir para conseguir organizar seu financiamento imobiliário devidamente.

Já sabemos que existem dezenas de possibilidades para financiar um imóvel, com diferentes taxas de juros e formas de pagamento, seja através de bancos privados, públicos ou de programas habitacionais, como o Minha Casa Minha Vida. Entretanto, mesmo com o propósito de facilitar a vida de quem precisa de aporte financeiro para comprar um imóvel, cada instituição possui uma série de exigências e regras que precisam ser respeitadas antes da liberação do crédito imobiliário.

Elas podem até parecer burocracias grandes e muitas vezes desnecessárias, mas são essenciais para proteger as instituições financeiras de fraudes, golpes e até mesmo do não pagamento por parte do cliente que escolhe o financiamento, afinal, essas instituições lidam com empréstimos de valores que ultrapassam os seis dígitos. Por isso, o processo precisa ser absolutamente seguro para os dois lados.

Mas você sabe quais são os fatores que podem atrapalhar ou até mesmo impedir um pedido de financiamento imobiliário?

1- Ter o nome cadastrado em órgãos de proteção ao crédito

A primeira análise feita pela instituição que está estudando fornecer o financiamento imobiliário é com relação à situação da pessoa com os órgãos de proteção ao crédito, os já conhecidos SPC e Serasa. Se o nome consta na lista desses órgãos – o nome sujo na praça como muitos falam – essa pessoa tem um grande problema para resolver, já que o nome sujo costuma atrapalhar a aprovação do financiamento.

Se ela já sabe da onde surgiu a dívida para sujar o nome no SPC/Serasa, ela precisa entrar em contato imediatamente com a empresa e negociar o pagamento da dívida. Se o nome está lá e ela não sabe de qual dívida se trata, ela precisa entrar em contato com o órgão de proteção ao crédito em questão e solicitar a identificação da empresa.

Assim que quitar o valor pendente, o nome volta ao normal e a instituição já pode analisar os outros fatores ou ativar o financiamento imobiliário caso esse seja o único problema.

2- Não ter renda formal comprovada

Sim, a não comprovação de renda formal é um agente complicador para a liberação do financiamento imobiliário. Isso porque a instituição financeira exige que quem está pedindo o financiamento tenha uma renda formal relativamente constante.

É importante destacar que por renda formal não estamos falando de emprego formal, apenas da comprovação de alguma renda seja por trabalho formal – registrado em CLT ou PJ – ou informal. Ponto importante: se caso o perfil for de trabalhador formal, é preciso entregar o holerite com sua renda mensal.

3- Não ter idade suficiente para o financiamento imobiliário

Um fator um tanto quanto óbvio, o financiamento imobiliário só é aprovado para pessoas maiores de 18 anos. Também existe a idade máxima para pedidos de financiamento que é de 80 anos e 6 meses. Isso é necessário para as instituições, pois tratam-se de operações financeiras grandes e arriscadas.

4- Não ter renda suficiente

A renda insuficiente – uma renda que não permite assumir uma dívida grande – também é um agravante para a liberação do financiamento. O comprometimento máximo geralmente aceito é de 20%, às vezes 30% da renda de quem pede o financiamento.

Isso significa que o valor da parcela não poderá tomar mais que essa porcentagem da renda mensal de quem está financiando o imóvel. Ou seja, se a pessoa recebe R$ 4.000,00/mês, a parcela do financiamento não poderá ultrapassar o valor de R$ 1.200,00. Além disso, essa porcentagem também é aplicada sobre a renda de uma pessoa ou mais, no caso da compra ser feita por parentes ou amigos, o que é denominado de composição de renda.

5- Ter problemas com a Receita Federal ou o INSS

Declaração de imposto de renda no começo do ano é uma coisa bastante chata, nós sabemos, mas é extremamente necessária. Aquela declaração que você não entregou no começo do ano ou que deu algum erro e você não conferiu pode te atrapalhar bastante na hora de fazer o financiamento de um imóvel.

Isso porque você pode ter dívidas ativas em atraso com o leão. As instituições financeiras que liberam o financiamento fazem uma avaliação aprofundada do perfil, inclusive analisando sua situação – e do seu CPF também, por exemplo – na Receita Federal.

Por isso, é importante fazer suas declarações de imposto de renda corretamente, ou procurar um contador confiável que possa fazer tudo para você. No caso do seu perfil já estar “sujo” na Receita Federal, é ideal identificar o problema e buscar uma empresa competente que seja capaz de resolver sua situação da forma mais rápida e efetiva possível.

Esses 5 fatores acima interferem diretamente na liberação de financiamento, até mesmo do Minha Casa Minha Vida, o maior programa habitacional do país. Eles interferem inclusive em qualquer uma das linhas de financiamento do MCMV.

A faixa 1, por exemplo, tem menos exigências, já que os valores financiados são bem mais baixos e, geralmente, focados em conjuntos habitacionais entregues pelo governo à famílias de baixa renda. Mesmo assim, em basicamente todas as 4 faixas, existem alguns outros fatores além dos já citados acima, que impedem a liberação de crédito imobiliário através do Minha Casa Minha Vida.

São eles:

– Ter recebido benefícios de algum programa habitacional;

– Estar cadastrado no Cadastro Nacional de Mutuários (CADMUT);

– Ter um imóvel;

– Ser arrendatário do Programa de Arrendamento Residencial (PAR);

– Ter um financiamento de imóvel residencial ou de material de construção em seu nome;

– Estar inscrito no Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público Federal (CADIN);

– Ser empregado na Caixa Econômica Federal ou cônjuge.

Alguns destes fatores também podem ser resolvidos e precisam de atenção e de eficiência na resolução já que financiar um imóvel não costuma ser um processo rápido. Se você se atentar a todos eles com cuidado e evitar problemas financeiros, conseguirá a liberação do seu financiamento imobiliário com tranquilidade e poderá realizar o seu sonho de ter o próprio imóvel.

 

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