6 Formas de Comprar um Imóvel

 

Ter um imóvel próprio é um privilégio e exige muito planejamento, tanto da família quanto da pessoa que busca realizar esse sonho. Neste artigo, vamos falar das principais formas de viabilizar a compra de um imóvel, ou seja, quais as formas de pagamento geralmente aceitas nestas negociações?

 

1) Pagamento à vista:

O tão sonhado pagamento à vista! Essa seria a melhor opção, não é mesmo? Ter o dinheiro guardado, comprar um imóvel e se mudar sem assumir compromissos secundários. Essa forma de compra exige maior planejamento e disciplina da família toda, mas não é impossível.

Veja: o financiamento normalmente custa 1% do valor do imóvel, enquanto o aluguel custa 0,5%. De um imóvel de R$ 450 mil (por exemplo), o financiamento ficaria em cerca de R$ 4.000 a R$ 4.500 por mês, enquanto o aluguel ficaria a R$ 2.000, certo? Com um rendimento mensal de R$ 4.500, é possível pagar um aluguel de R$ 2.000 e reinvestir os R$ 2.500. Em menos de 15 anos, você já acumulou o valor necessário para comprar à vista seu imóvel; ao passo que, normalmente, os financiamentos são feitos em 20 a 30 anos.

A parte mais difícil desta conta é ter a disciplina de guardar o dinheiro ao invés de viajar, passear, trocar de carro, renovar o armário, emprestar para o cunhado ou amigo.

De qualquer forma, caso sua família opte por esta opção, temos algumas dicas para ter dar:

6 dicas para controlar os gastos domésticos e 8 vantagens em alugar um imóvel.

 

2) Financiamento junto a construtora:

Esta opção é para compra de imóveis na planta ou em fase final de construção. A própria construtora oferece opção de financiamento direto. A praticidade envolve lidar com o pagamento diretamente com a fonte, sendo mais prático de negociar as prestações, tempo e formas de quitar. Além disso, a aprovação do cadastro do comprador pode ser menos burocrática do que a de um banco.

Como em todo o financiamento, os valores deverão ser negociados junto a própria empresa que oferece o financiamento. Além disso, os detalhes também poderão ser conversados, como também acertados para que fique agradável a ambos os lados. Normalmente, os prazos da construtora são menores e, por isso, as parcelas maiores. Mas um bom planejamento familiar viabiliza o sonho e com prazo de liquidação mais curto.

3) Consórcio Imobiliário:

O consórcio de imóveis funciona da seguinte forma: um grupo de pessoas se junta para financiar um imóvel e cada uma delas paga parcelas mensais fixas para uma instituição responsável por fazer a gestão do dinheiro – a administradora do consórcio. Assim que o consórcio alcança um valor predeterminado no contrato – por exemplo R$ 150 mil –, um dos participantes é sorteado e pode comprar a casa.

Esse tipo de investimento costuma durar cerca de 10 a 15 anos, ou seja, é possível que você seja sorteado no começo ou que você tenha que esperar anos para receber o prêmio. E é bem simples participar de um consórcio imobiliário: basta procurar uma administradora – que faz a cobrança de todos os participantes todos os meses por meio de um boleto – e fechar o contrato de consórcio com ela. Neste contrato, você terá todos os detalhes e informações necessárias sobre o investimento. Uma das grandes vantagens do consórcio sobre o financiamento imobiliário é que o consórcio não tem juros, mas é necessário pagar a taxa da administradora, que costuma ser menor, o que pode causar um reajuste anual no valor fixo, que também existe por conta de outros fatores do mercado imobiliário.

Ponto negativo do consórcio? Depender do sorteio ou de seu lance ser o maior do grupo naquele mês. Péssima opção para quem está compressa de mudar, de pegar as chaves de seu imóvel. O consórcio é ótimo para ser visto como investimento ou para quem tem planos futuros.

Falamos mais sobre consórcio neste artigo!

4) Financiamento Imobiliário:

O financiamento imobiliário acontece geralmente através de instituições bancárias que oferecem contratos de financiamento com taxas de juros das mais variadas. Segundo especialistas, uma das instituições bancárias com as menores taxas de juros para financiamento imobiliário é a Caixa Econômica Federal. Instituição reconhecida no Brasil inteiro, ela realiza uma análise de crédito para avaliar e comprovar que você possui condições de pagar as parcelas do financiamento imobiliário requisitado. Nesta fase, é preciso comprovar renda e isso é decisivo para continuar no processo de financiamento. Inclusive, a Caixa mudou recentemente as regras do Minha Casa Minha Vida.

E é bom lembrar que você precisa de uma renda fixa mensal comprovada para entrar nesse tipo de negociação imobiliária. Isso porque a instituição bancária em questão só autoriza que você invista 30% da sua renda na parcela de um financiamento imobiliário. Mesmo com essa regra, o valor dos juros normalmente é calculado de acordo com a renda e com o preço do imóvel escolhido para o financiamento.

Você pode financiar basicamente qualquer tipo de imóvel – usado ou novo, residenciais ou comerciais, lote ou terreno – bem como a construção de um imóvel, desde que o terreno seja da pessoa que pediu o financiamento.

O valor da parcela de um financiamento (tabela SAC) sempre diminui com o passar dos anos. Ou seja, é uma forma de pagamento sem surpresas. Ao contrário do consórcio, ao ter seu financiamento liberado pelo banco e conforme sua negociação de compra, você já pode entrar no imóvel e substituir o pagamento do aluguel pela parcela do financiamento.

Vale a pena financiar? Falamos mais a fundo sobre isto neste outro artigo.

 

5) Permuta:

A permuta de imóveis é uma forma de contrato na qual as partes se obrigam mutuamente a dar um imóvel por outro, que sejam de valores equivalentes. Esse processo não exige que o pagamento seja feito em dinheiro, mas através de bens equivalentes. Isso o difere de uma compra ou venda simples. Em vários casos inclusive, existe até a possibilidade de que um dos lados pague a diferença dos valores em dinheiro. A permuta pode ser aplicada a qualquer tipo de imóvel: terrenos, casas, apartamentos e até mesmo imóveis na planta.

Por exemplo: um proprietário de um terreno avaliado em R$ 400.000,00 tem o interesse de trocá-lo por um apartamento bem localizado. Outra pessoa tem interesse no terreno para construir um prédio residencial. Neste caso, o proprietário do terreno pode optar por fazer a permuta do terreno com o investidor em troca de uma unidade ou unidades prontas no mesmo valor. Além disso, é possível que o investidor interessado no terreno faça o pagamento com uma unidade por exemplo, e o resto em dinheiro. Aqui, temos o caso do pagamento com bem mais um valor em dinheiro, que é conhecido como “torna”.

(Para entender um pouco mais sobre quanto vale o seu imóvel, acesse este artigo.)

Basicamente, existem duas formas de se realizar a permuta de imóveis:
1ª Através da troca de um ou mais bens com valor de mercado equivalente;
2ª Através da troca de um ou mais bens com pagamento de valor adicional (torna).

Explicamos detalhadamente sobre a permuta de imóveis neste artigo.

6) Bens como forma de pagamento:

Outro tipo de negociação permitida na compra e venda de imóveis é aceitar bens como parte de pagamento: automóveis, jóias, computadores e até mesmo serviços. Desde os primeiros tempos o ser humano pratica o escambo (a troca de itens diferentes, conforme o desejo das partes que estão realizando a negociação). Ou seja, se a parte compradora tem um bem, objeto ou serviço que é de agrado/desejo da parte vendedora e ambas partes concordam em tornar este item parte do contrato, que assim seja.

Mas muita atenção a como redigir este contrato, a todas as clausulas de validação de direitos e deveres, pois, quanto mais itens um contrato possuir, mais chances de alguma confusão acontecer. Portanto, procure a ajuda de um especialista.

 

 

 

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