Como financiar um imóvel em 5 passos simples

Descubra como pode ser prático financiar um imóvel seguindo 5 passos simples que te poupam de problemas e arrependimentos futuros no financiamento imobiliário.

O momento que o país atravessa é um momento curioso: a crise econômica está acabando, mas os preços dos bens de consumo mais simples ainda estão altos, o que mantém o poder aquisitivo da população um pouco estagnado. Ainda assim, o setor imobiliário vem retomando seu crescimento de alguns anos atrás e vem se renovando em 2018.

Com essa retração da economia, após anos de crescimento, o que aconteceu foi simples: uma disponibilidade imensa de imóveis com preços variados, mas geralmente mais baixos. E é nessa hora que quem vinha se programando para comprar imóvel – seja novo ou usado – pode realizar o sonho do imóvel próprio por meio de um financiamento imobiliário, por exemplo.

O financiamento imobiliário representa um ótimo modelo para quem deseja comprar um imóvel, mas guardou pouco dinheiro para pagá-lo à vista, para quem ainda não conseguiu economizar o suficiente para quitar a compra de uma só vez, ou até mesmo para quem não quer utilizar as reservas financeiras da família, em um momento tão delicado do país como o atual.

Com isso em mente, você precisa ter certeza de algumas informações antecipadamente quanto ao financiamento para confirmar se você consegue assumir as parcelas de um financiamento para o imóvel que você deseja ou se ainda é necessário planejar um pouco melhor a compra.

Por isso, preparamos um guia super rápido com 5 passos simples sobre como você pode contratar um financiamento imobiliário sem erros.

Pré-requisitos
Antes de apresentar alguns passos para você decidir como fazer o financiamento imobiliário, vamos te mostrar o que você precisa inicialmente para fazer uma negociação dessas.

Você precisa preencher uma série de requisitos, por conta da necessidade de garantias por parte da instituição bancária ou da construtora, já que os valores da negociação geralmente são altos. Veja quais são esses requisitos:

>> Ser brasileiro nato ou naturalizado ou, se estrangeiro, detentor de visto permanente no país;

>> Ser maior de dezoito anos ou emancipado;

>> Ter capacidade civil, ou seja, de acordo com o Código Civil, não ser menor de 16 anos, não apresentar enfermidade ou deficiência mental que impeça o discernimento ou que não esteja com capacidade para exprimir a própria vontade, mesmo transitoriamente, e que não seja ébrio habitual (consumidor frequente de bebidas alcoólicas) ou viciado em drogas;

>> Ter idoneidade cadastral, ou seja, nome limpo no mercado;

>> Não ultrapassar 80 anos e 6 meses na soma da sua idade ao prazo de amortização, o que é verificado para a cobertura do seguro habitacional;

>> Não ser proprietário e não estar em processo de compra de outro imóvel residencial na mesma cidade em que reside, caso queira utilizar recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS);

>> Ter capacidade de pagamento, o que você poderá comprovar na simulação que fará no próximo passo.

1- Defina sua opção de compra e o quanto pode gastar
Você basicamente tem 3 opções: um imóvel novo, um imóvel novo na planta ou um imóvel usado.

O imóvel novo é uma aquisição interessante, pois você será o primeiro morador. Além disso, você receberá um imóvel novinho em folha e pronto para decorar da forma que preferir.

O imóvel novo também é vantajoso caso você precise fechar um negócio com parcelas de valores maiores, pois existem linhas de crédito focadas especificamente em aquisições de maior valor e com parcelas relativamente maiores, só que apenas para imóveis novos.

A compra do imóvel na planta, diferente desse primeiro caso, é para quem busca um imóvel sem pressa alguma. Isso porque é preciso esperar um tempo considerável pela entrega do imóvel.

No entanto, comprá-lo na fase de planejamento, venda ou construção garante uma negociação com preços mais baixos por um imóvel novo que você aproveitará bastante.

Outra grande vantagem desse tipo de compra, é que as construtoras e incorporadoras oferecem a possibilidade de personalização do apartamento ou da casa, quando comprados na planta. Isso quer dizer que você pode escolher uma cozinha americana ou um espaço maior na lavanderia, enfim, tudo depende muito do que a construtora pode oferecer além dos melhores preços.

Já no caso dos imóveis usados, as financiadoras e bancos geralmente exigem que o comprador tenha 50% do valor do bem para pagar o preço da entrada. Isso, somado a outros detalhes, pode tornar a compra de um usado mais cara do que ela parece a princípio. No caso de imóveis mais velhos, por exemplo, existe a necessidade de reparos o que aumenta os custos ocultos de uma compra.

E além desses 3 pontos, você precisa considerar o quanto pode gastar na compra a priori. Se você vai comprar parcelado, por exemplo, é preciso analisar detalhadamente o orçamento familiar e a renda para não fazer loucuras. Lembre-se: o ideal é não comprometer mais do que 30% da renda familiar com o parcelamento de um imóvel, seja ele usado, novo ou na planta.

Você também precisa considerar os outros custos de uma aquisição imobiliária como as taxas e tributos sobre a transação. São impostos como o ITBI (Imposto Sobre Transmissão de Bens Imóveis), a escritura pública – quando se quita um imóvel -, o registro do imóvel e as certidões imobiliárias.

2- Que documentos você precisa?
Aproveitando o assunto de documentos, é preciso estar atento aos documentos necessários para iniciar um financiamento imobiliário.

São documentos como a Matrícula, por exemplo, que é o documento base do imóvel, com todo o histórico do imóvel, desde sua origem. Você pode encontrá-lo no cartório de registros e conferir se o imóvel está realmente no nome da pessoa que está vendendo para você. Há também o Habite-se (Certificado de Conclusão de Obra), que garante que naquele terreno existe um imóvel, construído de acordo com uma planta aprovada pela prefeitura.

Outro documento importante são as certidões do vendedor, que mostra que não existem débitos do imóvel no nome do vendedor. Essas certificações são essenciais para evitar a penhora do imóvel usado ou novo que você adquiriu. Também é bom ter o comprovante de renda, para comprovar sua renda familiar para a instituição que vai liberar o financiamento.

Para saber se você pode ou não financiar um imóvel, clique aqui.

3- Considere o tempo total do financiamento

Depois de deixar a documentação toda em ordem, o contrato de financiamento deve levar uns 30 dias para poder ser assinado. Mas não se esqueça de considerar o valor total do financiamento: quantas parcelas você terá que pagar, até quando precisa se comprometer, vivendo de acordo com os ganhos, sem contrair dívidas, além de programar compras ou fazer compras maiores, como uma geladeira ou uma televisão, à vista.

4 Pesquise muito

O poder da pesquisa na hora de fazer uma boa compra é gigantesco. Por isso, comprar imóvel atualmente, sem realizar uma pesquisa minuciosa na web, é correr riscos enormes e se arrepender demais.

Mas o que é necessário pesquisar na hora de um financiamento imobiliário?

É preciso pesquisar, por exemplo, os índices e taxas aplicados à contratação de um financiamento de imóvel. São índices como INCC (índice nacional de custos da construção) que é calculado com base na evolução dos custos que giram em torno de se construir unidades habitacionais. Quem faz o cálculo é a FGV e é aplicado em contratos de imóveis na planta ou ainda em construção; o IGPM-M (Índice Geral de Preços do Mercado), um índice usado na compra de um imóvel diretamente com a incorporadora, que é usado para corrigir as parcelas que vencem após a entrega das chaves; e o TR (Taxa Referencial de Juros) que serve basicamente para ajustar as parcelas dos imóveis cujo financiamento é feito pelos bancos.

5- Mantenha o foco

Você precisa manter o foco depois de ter iniciado um financiamento imobiliário. Realizar o sonho exige uma série de mudanças na vida e uma delas é abrir de determinadas tentações de consumo e vontades momentâneas.

Uma dica essencial é buscar opções de lazer em parques, museus e locais culturais em geral que exijam poucos gastos. Fugir dos shoppings e das compras por impulso, apenas por estar no local.

Conclusão sobre financiamento imobiliário

Esses são os 5 passos simples para financiar um imóvel com um pouco mais de segurança. É lógico que existem outros pormenores e até por isso é indicado que na hora de fazer um financiamento imobiliário, você esteja bem assessorado para não cometer alguma imprudência no momento de fazer sua negociação.

Recorrer a uma imobiliária ou a um correspondente bancário bem conceituado para evitar dores de cabeça e arrependimentos no futuro é uma ótima ideia. Com isso, você realiza o seu sonho de ter um imóvel próprio sem problemas.

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