o que é dimob

O que é DIMOB: imobiliárias e clientes precisam ficar atentos!

Consultores, gestores imobiliários e clientes devem ficar atentos a DIMOB. Se você não sabe o que é isso, aproveite para conferir o post e evitar imprevistos.


Toda imobiliária, ou profissional que atua no setor, deve estar atento às principais exigências do mercado. Até mesmo as mais burocráticas. Esse é o caso da Declaração de Informações sobre Atividades Imobiliárias, popularmente chamada de DIMOB. 

Anualmente, as pessoas jurídicas e as imobiliárias devem realizar esse tipo de declaração junto à Receita Federal. Inclusive, esse é um processo que demanda muito cuidado e o máximo de atenção, especialmente, se você não deseja ter dor de cabeça no futuro com a inclusão de dados incorretos no sistema. 

Exatamente por esse motivo, vamos te explicar tudo sobre a DIMOB, para que esse processo seja mais simples e tranquilo. Neste post, entenda mais sobre quais as informações exigidas e tire outras dúvidas a respeito do tema. Vem!

DIMOB: o que é e qual a sua importância?

O primeiro passo é entender o que é esse “tal de DIMOB” e a sua origem. Como dito acima, o termo diz respeito à Declaração de Informações sobre Atividades Imobiliárias, que foi criada em fevereiro de 2003. 

Logo, podemos dizer que estamos falando de uma obrigação acessória, exigida pela Instrução Normativa 1.115 e que precisa ser anualmente enviada à Receita Federal, por meio de um Certificado Digital. 

“Mas, por que a DIMOB foi criada?” você deve estar se questionando. Bem, de modo geral, o governo criou essa obrigação acessória para ter uma fiscalização mais ampla e detalhada das empresas que atuam no segmento de administração imobiliária e construção. Tudo isso ocorreu devido a uma grande fraude, em 2002, em que foi descoberta um desvio orçamentário de R$ 1 bilhão. 

As empresas que devem encaminhar a DIMOB

Atualmente, todas as empresas de origem jurídica e que executam as atividades de locação ou vendas de propriedades devem entregar a DIMOB.

Inclusive, esta é uma obrigação do corretor imobiliário responsável por realizar essa função com base em seus conhecimentos de serviços de intermediação. 

Ainda assim, é importante ficar sempre de olho. O motivo? Somente as organizações que apresentaram um faturamento no último ano precisam fazer esse tipo de declaração. Caso o seu negócio não se enquadre nessa situação, a entrega pode ser ignorada. 

Também é interessante ressaltar que essa atividade é feita em todo mês de fevereiro. Assim, o prazo para entregar os documentos deste ano já expirou e você precisará se preparar para o envio de 2022. Anote na agenda!

O que acontece quando a DIMOB não é enviada?

Se a sua empresa teve um faturamento e se enquadra na categoria imobiliária, é de extrema relevância realizar a entrega da DIMOB. Caso contrário, é possível sofrer multas, que são cobradas a partir de R$ 500, além de um percentual do valor que foi acordado.

Todas essas penalidades estão inclusas no Art. 57, da Medida Provisória nº 2.158-35.

Dependendo da situação, o governo ainda pode encaminhar uma intimação de prestação de esclarecimentos. Isso acontece quando há indícios de omissões ou erros nas informações fornecidas.As multas, por sua vez, costumam ser aplicadas em diferentes circunstâncias. Entre elas, destacamos: 

  • quando o envio da Declaração foi feito fora do prazo; 
  • quando o envio é feito dentro do prazo, mas com dados incorretos, omitidos ou incompletos;
  • quando o profissional não cumpre a intimação da Receita Federal para prestar os devidos esclarecimentos. 

Quais dados devem ser fornecidos na ficha da DIMOB?

Existem várias informações que devem ser oferecidas pelo profissional durante o preenchimento da Declaração. A seguir, listamos as principais:

  • dados dos compradores das propriedades (nome e CPF); 
  • dados dos vendedores das negociações (nome e CPF); 
  • data dos contratos de compra e venda
  • endereço completo da propriedade que foi negociada; 
  • valor total de cada imóvel vendido. 

Qual é a data para entregar a DIMOB?

Assim como mencionamos, a DIMOB é feita todo mês de fevereiro. Portanto, você precisará entregar a documentação até o último dia desse período sempre contabilizando os rendimentos do ano anterior. Por exemplo: em 2022, será preciso declarar o faturamento de 2021

Tenha em mente que tal entrega deve ser realizada com base nas notas fiscais emitidas, além de informações complementares relevantes para a Receita Federal. 

Enviando a DIMOB com segurança e eficiência

Como a DIMOB é feita com base nas notas fiscais, o ideal é que a imobiliária invista em uma gestão completa de seus documentos fiscais.

Com isso, será possível ter um controle maior sobre esses materiais, além de conseguir acompanhar todo e qualquer processo com facilidade. 


Aliás, existem vários programas próprios para essa finalidade. Modernos, acessíveis e dinâmicos, eles tornam essa tarefa mais simples e, de quebra, conseguem otimizar vários processos. 

Se você não quiser contar com a tecnologia para essa finalidade, tudo bem. Nesse caso, vale investir em outras boas práticas para reduzir os danos a curto e longo prazo. Veja:

  • controle as entradas e saídas das notas fiscais; 
  • sempre verifique a autenticidade das notas recebidas; 
  • guarde e categorize muito bem toda a documentação; 
  • conte com a ajuda de profissionais especialistas no ramo, como aqueles voltados para o desenvolvimento de soluções; 
  • sempre que puder, faça uma auditoria em todos os processos que envolvem a gestão dos documentos fiscais. É interessante que esse trabalho seja feito em conjunto, de preferência, com uma empresa terceirizada. 

Assim que abraçar essas ideias, você conseguirá ter mais praticidade ao longo dos dias, além de fugir de uma série de problemas com a Receita Federal estejam eles relacionados à DIMOB ou não. 

E a DIRF?

Quando falamos da DIMOB, também não podemos deixar de lado a Declaração de Imposto de Renda Retido na Fonte (DIRF). Tal documento precisa ser apresentado anualmente no caso de empresas que tiveram contribuições incidentes na folha de pagamento ou realizaram retenção de Imposto de Renda (IR). Logo, a DIRF de 2022 deverá ter como referência as atividades feitas em 2021. 

Assim como acontece com a DIMOB, a DIRF é usada pela Receita Federal com o objetivo de aumentar a fiscalização e, consequentemente, reduzir a sonegação fiscal no Brasil. 

Quem deve encaminhar a DIRF

O envio da DIRF é obrigatório tanto para pessoas jurídicas, quanto físicas, que tenham creditado ou pago rendimentos sobre os quais ocorreu qualquer retenção. 

A seguir, mostramos a lista as empresas e pessoas físicas que devem apresentar essa documentação:

  • empresas de pessoas jurídicas de direito privado e domiciliadas em território nacional. Isso vale para as isentas e as imunes; 
  • sucursais, filiais ou representantes de pessoas jurídicas atuantes no exterior; 
  • empresas individuais; 
  • pessoas jurídicas de direito público; 
  • associações, caixas e organizações sindicais de empregadores e empregados;
  • titulares de serviços de registro e notariais; 
  • órgãos que realizam a gestão de funcionários do setor portuário; 
  • instituições que realizam a administração de clubes de investimentos.

Viu só? Como foi possível notar ao longo do post, a DIMOB é um tema importantíssimo, que deve ser considerado tanto pelos gestores das imobiliárias, quanto por seus consultores. 

E, se você gostou da leitura e acredita que essas dicas foram valiosas para o seu trabalho, aproveite o momento para compartilhar o post nas redes sociais e fazer com que os seus colegas também se atualizem a respeito do tema.

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