reajuste do aluguel

Reajuste do aluguel: quais são os impactos do IGP-M para 2021?

O indicador IGP-M é utilizado como base no momento de realizar o ajuste do aluguel. Neste post, explicamos como o cálculo funciona.


Quem vive em um imóvel locado, já sabe: todos os anos, não há como escapar do reajuste do aluguel. Em 2021 não será diferente e, ao que tudo indica, haverá um aumento com base no índice IGP-M, de fevereiro. Porém, será que você sabe como esse cálculo é feito?

Não? Então, o post é seu! 

O ideal é sempre acompanhar as movimentações do mercado, para então, saber com exatidão quais serão as suas despesas nos próximos meses. Assim, será possível ter maior controle de seu orçamento, além de evitar uma série de contratempos financeiros e nada agradáveis.

Por aqui, no time da Guaíra Negócios Imobiliários, conhecemos bem a relevância desse planejamento. Exatamente por essa razão, vamos te contar mais sobre o reajuste do aluguel e como esse mecanismo funciona.

Acompanhe!

O que é IGP-M e qual a ligação com reajuste do aluguel

Para fazer o reajuste do aluguel, imobiliárias e proprietários precisam estar sempre por dentro do chamado Índice Geral de Preços Mercado, também conhecido como IGP-M. 

De modo geral, estamos falando de um indicador próprio para medir a variação dos preços que englobam tanto os contratos de locação, quanto aqueles do setor de telefonia e energia elétrica. 

Tal marcador é calculado todos os meses pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e também sofre influências de demais indicadores. Entre eles, destacamos o dólar. Logo, podemos afirmar que o IGP-M tende a oscilar conforme o cenário econômico do momento. Interessante, não?

O cálculo do IGP-M para reajuste do aluguel

Todas as pesquisas realizadas pela FGV são elaboradas entre os dias 21 do mês anterior, até o dia 20 do mês vigente. Nesse período, são observados os valores de diferentes serviços e produtos e como eles vêm atuando no mercado. 

Em linhas gerais, e como já citamos, o indicativo tem como finalidade influenciar no ajuste dos contratos anuais sejam eles voltados para o aluguel ou demais contratos. 

Planos de saúde, internet, serviços de telefonia e até energia elétrica estão nessa lista. Fora isso, o dado consegue oferecer uma ampla e imediata visão a respeito do cenário econômico e suas particularidades a cada mês.

Para calculá-lo, porém, os especialistas consideram ainda mais alguns índices. Abaixo, vamos conhecer quais são eles:

  • Índice de Preços ao Produtor Amplo Mercado (IPA-M): serve para representar os preços praticados no setor de atacado; 
  • Índice de Preços ao Consumidor Mercado (IPC-M): serve para mostrar a inflação presente no varejo;
  • Índice Nacional de Custo da Construção Mercado (INCC-M): mostra os gastos do setor de construções habitacionais.

Calculando o reajuste do aluguel

Para saber como será feito o reajuste do aluguel, você precisará fazer um cálculo bem simples. O primeiro passo? Identificar qual foi o IGP-M do mês em que o valor da locação foi ajustado. 

Para exemplificar, vamos realizar esse processo considerando o IPG-M de fevereiro de 2021, que foi fixado em 28,94%. Feito isto, imagine que o seu aluguel atual é de R$ 1.600. 
Com essa informação em mente, você só precisa multiplicar a mensalidade (R$ 1.600) por (R$ 1.289,40, referente ao índice vigente). Nesse caso, o resultado será R$ 2.630,40. Ou seja, esse será o novo valor do seu aluguel, que estará em vigor até o próximo reajuste. 

Como se preparar para o reajuste do aluguel

Sabendo de todas essas informações, a melhor maneira de evitar prejuízos financeiros no futuro é começar a se programar desde já. Para tanto, alguns especialistas sugerem que os locatários invistam em “boas práticas” para manter o orçamento em dia e sem apertos. Anote!

Não gaste mais do que ganha

Ainda que o valor do aluguel caiba no seu bolso, é de extrema importância evitar gastos desnecessários. Não são raros os casos em que nos empolgamos e realizamos compras por impulso, comprometendo todo o nosso orçamento no fim do mês. 

Obviamente, ninguém deseja que isso aconteça e, para se proteger da instabilidade econômica, liste as suas principais despesas mensais em uma planilha ou app exclusivo. Nela, identifique o que é supérfluo e pode ser descartado. 

Quanto maior for a sua organização, menores serão as chances de você recorrer ao cheque especial, contrair dívidas astronômicas no cartão de crédito ou atrasar as parcelas do aluguel. 

Tenha uma reserva financeira

De nada adianta economizar ao longo do mês se, no fim, você não tiver uma reserva financeira para os momentos de emergência. Com esse fundo particular, será possível garantir o pagamento das suas despesas fixas, como o aluguel, mesmo em períodos financeiramente instáveis. 

Até porque, sabemos muito bem que imprevistos acontecem e não conseguimos prever quando será preciso consertar o carro, ter gastos com medicamentos e ou até substituir um móvel antigo por outro melhor.

Inclusive, esse cuidado pode ser muito útil caso você esteja com planos de se mudar para um novo lar. Tenha em mente, por exemplo, que muitos contratos de aluguel exigem um adiantamento das mensalidades para evitar prejuízos ao proprietário.

Feche contratos longos

Um bom método para economizar com o aluguel é fechar contratos maiores. Muitas vezes, quando um interessado mostra o desejo de locar um espaço por um longo período, o proprietário ou a imobiliária responsável, podem oferecer descontos a fim de acelerar a negociação. 

Também é importante que você seja um excelente inquilino. Essa postura pode ser refletida de várias maneiras, como: comprovando a sua renda, pagando as mensalidades em dia e, se possível, tendo um bom relacionamento com o locatário ou com a empresa que estiver intermediando o negócio.

Pense nisso!

Então, com essas informações você conseguiu entender como funciona o reajuste de aluguel? Agora, aproveite para se planejar e evitar dores de cabeça nos próximos meses.

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