O aquecimento do mercado imobiliário em 2017
Mercado Imobiliário

O aquecimento do mercado imobiliário em 2017

Estimativas e previsões otimistas para este ano.

O mercado imobiliário sofreu uma queda em 2016, mas isso está mudando este ano. Há uma estimativa que esse ano haja um crescimento de 5 a 10%. Existem fatores que ajudam na melhora do mercado, como, por exemplo, a queda da inflação. A estimativa para esse ano é que ela chegue a 5,07%, menos do que no ano passado, que indicou 7,2%.

A redução da taxa de juros é outro fator que colabora para o aquecimento do mercado. A perspectiva para esse ano é que se mantenha em 11%, o que presume uma maior queda no próximo ano. Também em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), há estimativas de que cresça neste ano, o que auxilia a revisão do comportamento da economia nacional. O Banco Central afirmou que esse índice vai crescer neste ano cerca de 1,3%.

As estimativas fazem com que as empresas vislumbrem um cenário positivo, pois, com a melhora no mercado, a queda da inflação e a diminuição das taxas e juros, o consumidor poderá voltar a sonhar com a casa própria, retomando seus investimentos neste nicho. Existem especulações de que a demanda de novos domicílios entre 2015 e 2025, somente em SP, será de 130 mil por ano, o que indica a manutenção do mercado.

Dentro do mercado imobiliário, há uma estimativa de crescimento nas vendas de residências de alto luxo, devido ao aumento do teto para compra de imóveis usando recursos do FGTS, que será, agora, de R$1,5 milhão. Portanto, essa é uma excelente oportunidade de mercado: apostar nesse grupo de compradores.

Outro fator interessante será a disputa entre os bancos, que diminuirão suas taxas para conseguirem clientes, pois, como visto, pessoas que procuravam imóveis na faixa de R$800 mil, agora buscarão residências de maior valor. A oferta será maior que a demanda e isso aquece a disputa.

Ainda podemos citar as mudanças deste ano no plano do Governo, Minha Casa Minha Vida, que foram elaboradas exatamente para impactar positivamente o mercado. Falamos disso em outro artigo. Para saber mais, clique aqui.

Com a melhora na economia, outro fator que também diminui é a inadimplência. Esse problema reflete diretamente na negociação imobiliária, pois indica risco de que as vendas efetuadas não sejam recebidas, o que causa um problema em avalanche.

Por causa do baixo crédito imobiliário em 2015 e 2016, influenciado pela economia nacional e as incertezas políticas, o setor se enfraqueceu. Isso ocasionou o aumento de juros e a diminuição de crédito. Por isso, muitas incorporadoras não iniciaram novos projetos, apenas lidando com os produtos em estoque. Porém, com a retomada do crescimento em 2017, que vem com a desaceleração da inflação e a queda na taxa básica de juros do país, o crédito imobiliário voltará a ser favorecido.

É importante ressaltar que o setor depende de como anda a economia do país. Portanto, os ajustes econômicos são fundamentais para que o mercado retome seu espaço e volte a aquecer. A tendência é de que o setor volte a girar capital e as expectativas são positivas, devido às melhoras econômicas que o país tem apresentado.

Mas, de qualquer forma, vale ressaltar que investir em imóvel continua sendo um ótimo negócio, visto que a valorização é superior à inflação do período, há liquidez e outros pontos, que falaremos no próximo artigo.

Fonte: http://www.emorar.com.br/mercado-imobiliario-de-sp-deve-crescer/

Imposto de Renda: como declarar seu imóvel?
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Imposto de Renda: como declarar seu imóvel?

6 dicas para ajudar você na declaração do IR17.

Com o início do ano, algumas preocupações começam a surgir, como, por exemplo, a declaração do imposto de renda, que acontece todo primeiro semestre do ano. Operações como compra e venda de imóveis devem ser declaradas ao leão.

A partir deste ano, inclusive, se tornou obrigatório que pessoas que possuam imóveis com valor acima de R$300.000,00 apresentem a declaração deste obrigatoriamente. Para ajudar você, separamos um lista de questões que facilitarão o entendimento e os passos que deverão ser dados nesse momento.

Primeiros passos

Os imóveis devem ser declarados no espaço designado a “bens e direitos”, que aparece no programa gerador da declaração. Deve conter o código específico do bem, que pode ser encontrado na escritura do imóvel. No caso de apartamentos, o código é o nº11, enquanto que para residências é utilizado o código 12 e, para terrenos, código 13.

O valor declarado deve ser aquele que o contribuinte pagou pelo imóvel até o dia 31 de dezembro de 2016, somados a ele o Imposto de Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) e também os juros e taxas de corretagem que foram pagas na aquisição. Ou seja, o valor do imóvel deve ser sempre o de aquisição, sem atualização do preço de mercado. A alteração nesse número só ocorre no caso de realização de reformas no bem, o que pode ser somado ao valor original, desde que comprovados os gastos.

Imóveis financiados

Para quem financiou um imóvel no ano de 2016, a forma de declarar é diferente. É preciso utilizar a ficha “dívidas e ônus reais” da declaração. Nesse caso, é preciso clicar em “novo” e fazer o mesmo procedimento de seleção de código. Após esse procedimento, será necessário indicar a financiadora, o vendedor, o banco que concedeu o crédito e o número de parcelas já pagas e as que restam pagar. O valor a ser inscrito é a soma já paga pelo imóvel no ano a que se refere. Então, não deve ser colocado o valor total a ser pago pelo imóvel, mas sim o pago até o momento, é essa informação que interessa à Receita.

Agora, se o caso for de um financiamento já declarado em anos anteriores, é preciso informar o valor pago referente ao ano anterior, somado às parcelas pagas no ano corrente.

Imóvel já declarado

Se você possui um imóvel que já foi declarado em anos anteriores, é só repetir seu valor na coluna referente ao ano de declaração, que será o mesmo, exceto se houve melhorias (reformas, pinturas) no imóvel, o que poderá ser adicionado, conforme já explicado acima.

Se você comprou o imóvel em anos anteriores e não tinha obrigação de declarar, mas agora precisa fazer isso, é preciso seguir o mesmo procedimento, mas na hora de indicar a situação nos anos anteriores, é preciso preencher com os valores pagos até então, ou com o valor total do imóvel, dependendo do caso.

E os locatários?

Se você alugou um imóvel no ano de 2016, esse ano precisa declarar os valores gastos, mesmo que entregue o formulário simplificado do IR. É importante saber que esses valores não entram na contagem de restituição do IR, mas é necessário conter essa informação para que a Receita cruze os dados com o locador. Apenas o locatário responsável pelo contrato deve fazer a declaração, e deve conter apenas o valor gasto com aluguel, excluindo taxas de condomínio ou IPTU.

Você precisará do nome do locador e CPF, e as somas exatas das quantias pagas no ano referente à declaração. É importante o Locatário guardar os boletos pagos, para no final do ano fazer a contabilidade dos valores pagos, com chance mínima de erros nos cálculos. Você deve usar o código 70 para aluguéis e deve indicar esses valores na ficha “pagamentos efetuados” da sua declaração.

E a DIMOB? Quem precisa entregar?

A DIMOB é uma declaração que consta um relatório sobre todas as operações de compra e venda de imóveis executadas pelas construtoras, incorporadoras, loteadoras e imobiliárias. Serve para cruzar os dados com todas as pessoas que fizeram negócios imobiliários no ano, para evitar qualquer situação de subfaturamento ou erros na declaração de valores.

Devem entregar a DIMOB as pessoas jurídicas e equiparadas que: comercializam imóveis que construíram, lotearam ou incorporaram exclusivamente para esse fim; intermedeiam a aquisição, alienação ou aluguel de imóveis, como é o caso dos corretores; realizam sublocação de imóveis; constituídas para a construção, alienação, administração ou locação de um imóvel próprio, de sócios ou condôminos.

A DIMOB é entregue ao final do mês de fevereiro de cada ano, através do Receitanet. Para isso, é só entrar na internet e preencher os dados que são pedidos através do cadastro feito pelo site. Não se esqueça de preencher os dados corretamente, pois, caso haja alguma incongruência, os dados são rejeitados.

Imposto sobre ganho de capital

Além de todas as variáveis já citadas neste artigo também temos a questão do imposto sobre ganho de capital e a possibilidade de isenção deste imposto, caso você se enquadre dentro de algumas regras. A primeira, e mais importante delas, é: qual o valor do imóvel? Se ele tiver um valor de mercado menor do que R$ 440.000,00, sempre haverá isenção, independente de ser um imóvel único ou não. Se caso o imóvel tiver um valor acima de R$ 440.000,00, existem outras regras para a isenção:

• Se você tem um único imóvel residencial acima desse valor e vai vendê-lo para comprar outro imóvel residencial, há isenção. Importante atentar: você tem até 180 dias entre a venda do seu imóvel e a compra do novo imóvel para garantir a isenção do imposto, a contar do dia do contrato assinado.

• Se você iniciou a compra de um novo imóvel, direto na planta e já está morando em um imóvel, mas deseja vendê-lo para conseguir quitar a compra, você não terá isenção do imposto sobre ganho de capital, já que a regra só é válida quando você vende primeiro para depois comprar e não o contrário.

• Outra importante observação: se você já usou recentemente a regra da isenção, você só poderá utilizar novamente esta regra daqui 5 anos.

Para saber sobre outras regras da isenção sobre ganho de capital, acesse o site da Receita Federal

A declaração de imposto de renda é extremamente importante e mais importante ainda é você não esquecer de nenhum detalhe para não ter problemas com juros e multas. Por isso, fique atento com a data final de entrega do IR que é dia 28 de abril.

Aproveite para entregar o quanto antes para ter mais chances de receber a restituição nos primeiros lotes.

 

Melhorias em imóveis para economizar água
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Melhorias em imóveis para economizar água

Confira algumas mudanças para economizar na conta do mês.

Dia 22 de março foi o dia mundial da água. Esse recurso, como se sabe, é fundamental para a manutenção de todo o tipo de vida. Pensando no uso que se faz dela, é importante verificar algumas medidas para economizar esse bem tão precioso, até porque existe uma preocupação ecológica, pois existem estudos que afirmam que a água está desaparecendo do meio ambiente. Inclusive, em alguns lugares, quase não há acesso a ela. Além disso, a poluição, o desperdício e o uso indevido têm contribuído para a escassez do recurso no meio ambiente.

Outro ponto importante é o quanto o consumo de água afeta as contas do condomínio ou do imóvel. Segundo o Secovi, o sindicato da habitação, os custos com água e energia elétrica são os campeões nos gastos condominiais. Mesmo assim, é possível diminuir as despesas tomando algumas providências simples para auxiliar na economia financeira na hora de pagar a conta. Confira algumas dicas de melhorias:

Tudo começa dentro de casa

Existem medidas que podem ser tomadas tanto no dia a dia quanto de maneira mais complexa, como reformas e adaptações nos lares e condomínios. A economia na hora de usar água vai desde fechar a torneira enquanto se ensaboa, no banho e na hora de escovar dentes ou ensaboar a louça, até a reutilização da água da máquina de lavar roupas. É sempre preferível, na hora de construir seu imóvel, optar pela caixa d’água acoplada ao vaso sanitário, que controla o uso do recurso a cada acionamento da descarga. Outra medida interessante para economizar, por exemplo, na hora de lavar as mãos, no banheiro, é adaptar a saída de água da torneira da pia à caixa do vaso sanitário, para que a água seja reutilizada, fazendo com que ela seja preenchida com a água praticamente limpa de lavagem de mãos, que será utilizada pelo acionamento da descarga. A descarga é um dos vilões na hora de verificar o consumo da água, portanto, formas de reutilização da água da casa, como adaptação de encanamento que reutilize água de lavagem de roupas ou da piscina, por exemplo, pode reduzir o consumo em até 70%.

O uso da água de enxágue de roupas também é uma ótima maneira de uso consciente da água. Atividades como limpeza da casa, do quintal e do carro, com a água que escoa da máquina de lavar é uma medida de uso que reduz em grande escala o consumo final. A água produzida pelo ar-condicionado também pode ser utilizada para, por exemplo, regar plantas, além de poder ser usada também para limpar a casa. Adaptações nos sifões das torneiras da pia do tanque também diminuem os gastos com água, e ela pode ser utilizada para essas atividades, quase sem restrições.

Uma maneira interessante de economia está também na lavagem a seco, escolhendo produtos de limpeza que funcionem sem a adição de água e sem necessidade de enxágue, facilitando a limpeza e diminuindo o gasto.

Pensando grande

Já pensando em medidas de economia em maior escala – em um condomínio, por exemplo – é possível reutilizar, também, a água da piscina para essas e outras funções. No entanto, é preciso se atentar aos produtos que já foram misturados à água para saber qual atividade pode ou não utilizá-la. A instalação de torneiras inteligentes também ajudam na economia do recurso, pois reduzem o índice de vazão da água, além do uso de redutores de vazão, aqueles arejadores de água, que aumentam a pressão de saída sem aumentar a quantidade.

A união faz a economia

Em condomínios, a instalação de hidrômetros individuais auxilia na economia geral e também possibilita que o morador tenha uma dimensão melhor do gasto total de sua casa. A captação de água de chuva para a limpeza dos espaços comuns também é uma solução muito rentável, pois requer um investimento baixo e diminui o valor da conta no final do mês. Dar atenção a pequenos vazamentos também é muito importante. Segundo dados da Sabesp, um buraco de dois milímetros no encanamento desperdiça, diariamente, cerca de 3,2 mil litros de água. Portanto, mesmo que seja um vazamento insignificante, como uma torneira pingando, é muito importante tomar medidas para consertá-lo.

Por último, é importante que os administradores dos condomínios façam campanhas de conscientização do uso da água, pois essa é a melhor forma de redução do consumo. Ações como campanhas e pedido de sugestões dos moradores sobre formas de economizar o recurso são maneiras eficazes de fazer com que o condômino participe e se envolva na conscientização e, consequentemente, conheça as maneiras de economizar. Dessa forma, todos saem ganhando e o meio ambiente agradece.

O papel da administradora de condomínios
Condomínios

O papel da administradora de condomínios

Afinal, o que faz uma administradora de condomínios?

Há muitos séculos existem registros de proprietários que dividem a posse de áreas construídas. Existem indícios de que isso aconteça desde a Idade Média. Atualmente, com o êxodo rural e o aumento da população urbana, houve um crescimento desordenado da verticalização de habitações, surgindo assim, uma imensa quantidade de edifícios. Nesses espaços se desenvolveram os condomínios e, em consequência deles e da melhoria de serviços oferecidos para a população, surgiram também  as administradoras de condomínios.

Essas empresas aparecem em grande número no mercado, porém, nem todas oferecem um serviço de qualidade satisfatória. Assim, para termos base na hora de avaliar os serviços prestados, vale saber quais as funções das administradoras. A administradora de condomínios trabalha com contrato pré-estabelecido entre as partes, sendo uma prestadora de serviços. O contrato se estabelece entre a empresa e o representante legal do condomínio, que, geralmente, se encontra na figura do síndico. Como esse nicho não possui uma regulamentação específica, é importante se atentar detalhadamente ao contrato que é elaborado, para que nenhuma das partes saia prejudicada. A atividade se regulamenta com base no Código Civil. Apesar disso, entidades vinculadas ao mercado imobiliário estão se movimentando para regulamentar a atividade, mas isso ainda não é uma realidade.

A principal função da administradora de condomínios é auxiliar o síndico em suas atividades rotineiras, orientando-o com relação a aspectos legais e dando suporte em atividades como as contas, receita e despesa, folha de pagamento, emissão de boletos, assessoria em reuniões e assembleias, prestação de contas, entre outros. Apesar disso, é importante ressaltar que não é função da administradora tomar decisões ou providências relacionadas ao condomínio, mas apenas alertar o representante sobre essas necessidades. Portanto, é de responsabilidade do representante legal do condomínio realizar essas medidas. Para que isso passe a ser função da administradora, outras medidas jurídicas precisam ser tomadas, havendo a contratação de um serviço extra oferecido por ela, pois o que acontece, nesse caso, é a delegação de funções específicas a terceiros, sendo necessário a autorização em assembleia e várias providências jurídicas para transferir a responsabilidade para a empresa administradora.

Outras funções que também podem ser de responsabilidade da administradora, mas que são secundárias, são as emissões de circulares, multas, advertências e orientações aos condôminos. Além dessas, também o Regulamento Interno e as informações sobre prazos e assembleias entram nessa lista. Existem ainda algumas atividades que podem ser de responsabilidade da administradora, mas que não são necessariamente estabelecidas em contrato, havendo, em alguns casos, a necessidade de uma nova contratação. São elas:

• Realizações de assembleias gerais
• Entrega de RAIS e DIRF
• Cadastros do condomínio em sistemas como o da Sabesp, em vista de     divisão de consumo em unidades, para economia de despesas, entre outros.

Vale ressaltar que essas funções podem ou não ser pré-estabelecidas em contrato, por isso a importância de atenção na confecção deste.

Mas, então, qual a função do síndico?

O síndico é o representante legal do condomínio, podendo ser pessoa física ou jurídica, que responde pelos direitos e deveres do espaço. Resumidamente, suas funções são recolher cotas do condomínio, realizar pagamentos, intermediar conflitos visando a boa convivência coletiva e a preservação do patrimônio comum, sempre prestando contas aos condôminos. Suas atribuições estão especificadas no artigo 1.348 do Código Civil. Seu texto diz que compete ao síndico:

1) convocar a assembleia dos condôminos;
2) representar ativa e passivamente, o condomínio, praticando, em juízo ou fora dele, os atos necessários à defesa dos interesses comuns;
3) dar imediato conhecimento à assembleia, da existência de procedimento judicial ou administrativo, de interesse do condomínio;
4) cumprir e fazer cumprir a convenção, o regimento interno e as determinações da assembleia;
5) diligenciar a conservação e a guarda das partes comuns e zelar pela prestação dos serviços que interessem aos possuidores;
6) elaborar o orçamento da receita e da despesa relativa a cada ano;
7) cobrar dos condôminos as suas contribuições, bem como impor e cobrar as multas devidas;
8) prestar contas à assembleia, anualmente e quando exigidas;
9) realizar o seguro da edificação.

Como se vê, cada tarefa implica diversos desdobramentos, e, por isso, a administradora se torna necessária para executar todas essas atividades. Procure uma empresa transparente e efetiva, e sempre dê a atenção devida ao contrato. Isso evita transtornos futuros e faz com que os serviços sejam prestados de maneira ágil e correta.

O impacto das mudanças do MCMV
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O impacto das mudanças do MCMV

Conheça todas as novas políticas e o que muda a partir de 2017.

O programa Minha Casa Minha Vida está com novas regras a partir do ano de 2017. As novas portarias surgiram com o objetivo de assegurar a melhoria da construção, pois tem como finalidade o maior rigor na construção dos imóveis, além de afirmar a necessidade de regras que auxiliem na averiguação da qualidade das obras. Essas mudanças se relacionam a novos imóveis colocados à venda, portanto, não se encaixam a imóveis antigos. E em que acarreta as novas mudanças na hora de vender imóveis?

Primeiramente, vale ressaltar que a melhoria na qualidade dos imóveis está relacionada à infraestrutura. Por exemplo, imóveis podiam ser vendidos através do programa mesmo se não oferecessem saneamento básico, energia elétrica, água e esgoto, ou acesso pavimentado ao local. A partir da inserção das novas portarias, isso não será mais um problema, pois haverá necessidade de adequação às normas por elas estabelecidas. Portanto, é importante que o construtor se encaixe nas novas regras.

E quanto aos construtores?

Com relação ao construtor, esse será afetado com a mudança. Não será mais aceito que pessoas físicas ofertem imóveis. Será necessário que se crie um CNPJ para viabilizar a negociação, havendo a necessidade de se criar uma ME (Microempresa), pois o faturamento deverá ser superior a R$ 5.000,00, não sendo possível que se trate de uma MEI (Microempresa Individual). Essa mudança será positiva, pois impulsionará a profissionalização do setor, o que movimentará a economia e regularizará muitos casos de informalidade.

Melhorias estruturais

Outras mudanças na estrutura da construção estão previstas, como as medidas de frente do imóvel, que agora passam a ser de no mínimo 5m, e o forro para imóveis com menos de 70m² – os quais só serão aceitos em laje e não mais em pvc ou similares como antes. Esse fator ocasionará uma grande melhoria da qualidade do imóvel, mesmo com um aumento no custo deste. Além disso, outro fator que está mudando é a necessidade de matrícula individual em loteamentos de condomínios. Ou seja, o custo com documentação no cartório se multiplicará de acordo com a quantidade de edificações, porém, cada unidade condominial será documentalmente autônoma, o que resulta em menos burocracia para cada proprietário. Além disso, também será permitida a geminação em apenas uma das laterais da edificação: mais privacidade nas moradias.

Como fica o bolso?

O que fica claro, a partir dessas mudanças, é que o valor dos imóveis provavelmente irá subir, para que abranja todos os novos custos. No entanto, esses ajustes nos valores apresentam dois lados positivos: o imóvel terá uma qualidade melhor já que os padrões foram mais bem definidos, e famílias com renda de R$ 9.000,00 mensais também terão a possibilidade de pedirem um financiamento. Anteriormente, a faixa salarial máxima era de R$ 6.000,00.

Além do subsídio do governo, o programa apresenta outra vantagem importante com relação ao financiamento: a taxa de juros mais baixa em comparação com outros tipos. Em um banco tradicional, a taxa seria de aproximadamente 12% ao ano, enquanto que a do “Minha Casa Minha Vida” é de 4% a 9,5% ao ano, o que possibilita o financiamento de imóveis de até R$ 230.000,00 com pagamentos de cerca de R$ 550,00 em vez dos R$ 900,00 de uma parcela de financiamento padrão. Essas alterações visam aquecer a economia brasileira, já que ampliam o número de famílias com acesso ao programa.

Vale ressaltar que os construtores deverão se adequar às novas regras até dia 31 de dezembro de 2017. Para aqueles construtores que ainda são pessoas físicas, mas que já obtiveram o alvará de construção concedido até o último dia de 2016, a autorização para venda do imóvel está concedida até o final de 2017, desde que siga outros requisitos.

Para que possa ser vendida antes do final de 2017, a obra precisará ter sido vistoriada, ao menos uma vez, pelo agente financeiro do FGTS, para verificar a conformidade técnica, ou, no caso de o empreendimento já possuir o “habite-se”, ou documento equivalente, será necessário que a aquisição ocorra no prazo máximo de 180 dias contados a partir da expedição do documento, sendo, assim, dispensada a visita do agente financeiro.

Quanto aos compradores, os indivíduos que possuírem renda familiar de até R$9.000,00 se enquadram no programa Minha Casa Minha Vida, o que auxilia o acesso de famílias que ainda não possuem sua casa própria a essas moradias.

Balanço geral: melhorias

A primeira vista, um aspecto que pode parecer conturbado para os pequenos construtores é a necessidade de reorganização financeira para evitar a queda da geração de empregos nesse segmento. Mas, positivamente, as empresas construtoras procurarão depósitos maiores, para compras em maior escala, o que fará girar a economia nesse setor, aumentando a disputa de mercado no nicho de materiais de construção.

Por último, essas mudanças nas regras do programa também trazem benefícios diretos para as imobiliárias: com o aumento da faixa salarial máxima para financiamentos no MCMV, a carteira de clientes da imobiliária se diversificará. Isso porque muitas vezes os clientes que possuíam renda familiar de R$ 9.000,00 não tinham opções de compra de imóvel dentro de suas expectativas de qualidade ou dentro de uma parcela de financiamento viável, mas agora terão a chance de financiar uma casa melhor e/ou com taxas mais baixas do que outros financiamentos.

Então, se você é um corretor de imóveis, resgate seus antigos clientes e vá em busca desta nova carteira que está emergindo. E se você está em busca da tão sonhada casa própria, fique atento às novas oportunidades. Procure um corretor de sua confiança e boa sorte na realização do seu sonho.

O diferencial das empresas familiares
Negócios e Vendas

O diferencial das empresas familiares

Conheça os pontos fortes desse tipo de negócio.

Muitas vezes associadas à imagem de empresas pequenas, com uma estrutura de decisão rígida e com dificuldade de crescimento profissional para quem não é da família, as empresas familiares podem ser grandes e, também, interessantes para seus colaboradores. Segundo pesquisas feitas no país, cerca de 79% das empresas familiares apresentaram crescimento, o que condiz com a média global de 65% a 85%.
Uma empresa familiar é um negócio como qualquer outro. Pelo menos é assim que deveria ser encarado, para que seja o mais profissional possível. Ela é um tipo de negócio identificado e gerenciado por uma família há pelo menos duas gerações, ou aquele que possui sua história vinculada a uma família que mantém membros na administração dos negócios em seguidas gerações. São empresas caracterizadas pelo sucesso do empreendedor inicial que repassou a gestão para as mãos dos familiares através da sucessão, e que buscam manter os valores institucionais identificados pelo sobrenome de família ou com a figura do fundador.

A maioria das empresas familiares nasce por sonhos e ideias das pessoas que querem fazer as coisas à sua maneira, que querem seguir a suas próprias regras, pessoas que querem uma maneira mais flexível de trabalhar. O conceito desse tipo de empresa é baseado nos três pilares: propriedade, gestão e continuidade, todos partindo do comportamento da família em relação à empresa. Sem um destes três, a organização corre o risco de não continuar.

Além de todos esses pontos citados anteriormente, para definir uma empresa como familiar, não é suficiente apenas que a família tenha a propriedade de uma companhia, mas é preciso que exista uma estrutura de gestão, em que os principais cargos sejam preenchidos por membros dessa família. Também existe a necessidade da família deter o poder sobre o negócio, ter um mínimo de propriedade do capital, e a garantia de direitos legais para interferir no controle administrativo.

Vantagens de uma empresa familiar

Esse tipo de empresa possui alguns pontos negativos como qualquer outro tipo, mas os pontos positivos merecem destaque:

1- Gestão compartilhada e flexível

A empresa familiar geralmente possui um gerenciamento único e centralizado em seu início, com o membro fundador como figura de líder. Com o passar das gerações, a ideia de comando fixo e centralizado dentro de uma estrutura familiar começa a não ter mais tanto sentido e pode inclusive atrapalhar os negócios. Dessa forma, é preciso descentralizar a gestão, criar conselhos específicos e outras medidas de governança corporativa.

2- Reações rápidas

Com o fator familiar em jogo, algumas medidas emergenciais acabam sendo tomadas mais rapidamente em comparação com uma empresa de modelo tradicional. Isso porque a burocracia nos processos é bem menor, o que não significa que decisões sejam tomadas sem o conhecimento de outros envolvidos ou passando por cima de estruturas pré-existentes na organização.

3- Estrutura administrativa e operacional enxuta

A estrutura administrativa e operacional de uma organização familiar possui uma característica muito importante: a agilidade e o fato de ser bastante enxuta. Isso acontece devido à multiplicidade de tarefas dos membros familiares dentro da empresa, o que a faz trabalhar com os recursos disponíveis de forma otimizada. No entanto, é preciso estar atento ao excesso de informalidade e de atividades por parte de cada membro da família, a fim de não comprometer o desempenho como um todo.

4- Maior tolerância quanto ao ROI

Recursos alocados dentro de empresas familiares apresentam este ponto fundamental para sua sobrevivência: ela normalmente tolera eventuais atrasos no retorno sobre o investimento de forma mais tranquila. Logicamente, nem todas as empresas reagem da mesma forma quanto ao ROI (retorno sobre investimentos), já que cada dia mais eles atrelados à estudos mais precisos com todas as variáveis mapeadas, o que impossibilita qualquer investimento com base na intuição, instinto ou emoção.

5- Reputação ligada ao nome da família

A empresa vai sendo construída ao longo dos anos muitas vezes com base no sobrenome, especialmente se este sobrenome já possui expertise e uma história dentro de algum ramo, o que possibilita gerar reconhecimento no mercado. Isso cria a necessidade de manter a conduta fora do ambiente de trabalho também, afinal se o nome da empresa está ligado à ao nome familiar, os herdeiros e funcionários possuem um nome a zelar.

6- Menos chances de desvios financeiros

Casos de corrupção, desvios e sonegação em empresas familiares são mais raros, já que é mais difícil que um irmão ou parente que esteja na gestão tenha esse tipo de atitude anti-ética. Existe um grau de confiança muito maior e que acaba sendo passado para outros funcionários também.

7- Bem-estar dos colaboradores

Na maior parte das empresas familiares, existe a vontade de apresentar e continuar a trabalhar os valores e cultura da família com os funcionários. Isso cria uma maior integração entre colaboradores e donos o que cria uma percepção de qualidade de vida no trabalho.

8- Continuidade de diretrizes administrativas

Recentemente, as empresas familiares começaram a praticar o planejamento estratégico – não só conceitual, mas também com a implantação e controles operacionais. Com isso, a empresa ganha maior direcionamento e comprometimento com o que está planejado.
As empresas familiares tendem a seguir a cultura organizacional do dono ou fundador, o que pode representar uma vantagem competitiva para a organização. Se bem gerida, esse tipo de empresa apresenta mais vantagens do que desvantagens e pode criar um ambiente corporativo propício para um crescimento saudável.

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