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A mulher e o Mercado Imobiliário

O mercado imobiliário mudou e passou a ter a presença forte das mulheres. Entenda o porquê.

 

Estamos em 2018. É inegável que as mulheres conquistaram muitos espaços de trabalho que antes não eram abertos para elas. E o mercado imobiliário com certeza é um deles. Apesar da presença ainda muito forte dos homens como corretores imobiliários, diretores de imobiliárias e responsáveis pela construção civil, as mulheres hoje já adentraram consideravelmente nestes ambientes.

Para se ter ideia, de acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego, entre 2007 e 2009, a construção civil viu um aumento de 44,5% na contratação de mulheres. Hoje, a estimativa é de que mais de 200 mil mulheres trabalhem na área, de maneira formal ou autônoma. No caso das corretoras, o número é ainda mais animador: no Brasil, a participação das mulheres corretoras representa 48% dos profissionais da área em atuação. Em 1995, as mulheres representavam apenas 8,3% dos corretores de imóveis do país.

É interessante observar como elas ganharam espaço e se tornaram bem-sucedidas profissionais nos diferentes setores do mercado imobiliário em um relativamente curto espaço de tempo, mostrando ótimo desempenho e ganhando destaque entre corretores. Pode-se dizer que o segredo é muita disciplina, empenho e dedicação individuais, características muito comuns e culturalmente desenvolvidas pelas mulheres e que ajudam consideravelmente nesse processo.

Dentro de todas essas mudanças e evolução do cenário imobiliário, é importante enxergarmos como essa revolução começou lá atrás, no meio do século XX.

 

A participação da mulher no mercado imobiliário

Basicamente falando, as mulheres eram proibidas de trabalhar como corretoras de imóveis até 1958, pois até este ano, existia um artigo no Código Comercial Brasileiro – o artigo 37 – que proibia as mulheres de atuar como corretoras de imóveis. A partir deste ano, houve uma abertura do mercado a qual possibilitou que elas trabalhassem na área e mostrassem todas as características que proporcionaram o reconhecimento que hoje elas possuem.

Tecnicamente falando, faz apenas 60 anos que as mulheres têm permissão oficial para trabalhar na área e neste pouco tempo elas conquistaram um sucesso bastante grande. E essa afirmativa é apoiada pelo COFECI (Conselho Federal de Corretores de Imóveis), por exemplo, que apontou um crescimento de 144% na participação feminina na última década, segundo uma pesquisa deles.

Uma das pioneiras na área foi a corretora de imóveis Marly da Silveira Ferreira, que começou a trabalhar nessa área em 1976, e se tornou a primeira mulher a assumir a presidência do também pioneiro Sindicato dos Corretores de Imóveis do Município do Rio de Janeiro. Esse sindicato, fundado há 78 anos, surgiu antes da regulamentação da profissão de corretor de imóveis e teve presença fundamental na criação de outras entidades, como os Creci’s, o Cofeci e a Fenaci.

 

A competitividade no mercado

É importante deixar claro que  trabalhar como corretora não é algo fácil e simples. Trata-se de um mercado difícil e bastante competitivo, já que a concorrência é grande e muitas vezes desleal. No entanto, as corretoras costumam vender mais, pois são mais sensíveis na hora de fazer o atendimento e prestam mais atenção aos detalhes emocionais. A mulher tem mais facilidade de enxergar a vida do outro, se coloca mais facilmente no lugar da outra pessoa e isso facilita a negociação e fechamento da venda.

A competitividade existe também dentro do próprio mercado. Apesar de ser negativo, muitos homens se sentem ameaçados quando encontram mulheres muito competentes trabalhando como corretoras. O que acontece, muitas vezes, é um boicote com essa profissional. É óbvio que estas são as exceções, mas isso pode ser um entrave em alguns casos, pois a profissional começa a perder oportunidades de vagas em plantões ou acessos a clientes que poderiam comprar com ela.

Com esse tipo de situação acontecendo, as mulheres já estão bem mais ligadas e têm estudado muito para se aprimorar e vender cada vez mais. Esse definitivamente é um ponto importante da performance de homens e mulheres, mas elas estão correndo mais atrás de conhecimento. Isso naturalmente melhora o desempenho delas e proporciona uma carreira de mais sucesso.

Existem alguns caminhos para se tornar uma corretora ou corretor de imóveis, obtendo o registro oficial. São eles:

>> TTI (Técnico de Transações Imobiliárias);

>> Curso Superior de Tecnologia em Negócios Imobiliários;

>> Curso Superior de Gestão em Negócios Imobiliários;

>> Pós-graduação em Negócios Imobiliários.

E é preciso ficar ligado e sempre buscar atualização profissional, já que o mercado é bastante dinâmico.

 

Diferenciais do atendimento da mulher corretora

Como já apontamos acima, as mulheres possuem uma atenção especial aos detalhes e ao lado emocional da negociação. Isso ajuda muito na hora de fechar negócios. Mas existem outros diferenciais também como, por exemplo, a imaginação e criatividade para solucionar o problema na hora de uma venda ou de alugar um imóvel para um cliente. Elas costumam ter maior facilidade na hora de indicar uma reforma ou um novo uso para um cômodo que o cliente não gostou tanto e dão ótimas dicas de decoração, muitas vezes melhores do que as dos homens.

Outro ponto importante é que elas conhecidas por serem muito comunicativas e isso está sendo visto como um ponto extremamente positivo. Devido à postura aberta, proativa e sincera com que as mulheres trabalham as relações com os clientes, a comunicação fica mais clara e consequentemente o atendimento ganha mais qualidade. Além disso, essa facilidade na comunicação ajuda a construir o networking na área.

Por último, é interessante notar que mesmo com toda a evolução das últimas décadas, a inserção maior da mulher no mercado imobiliário e com a aceitação dos clientes, ainda existem muitos desafios e diversas barreiras a serem rompidas pelas mulheres no mercado de trabalho, em especial no imobiliário. Porém, guerreiras que são, com jornadas duplas e às vezes triplas (trabalho, casa, maternidade), essas leoas estão mostrando que vieram para ficar.

Esse artigo é uma homenagem à vocês, mulheres do mercado imobiliário, pelo seu dia. Feliz dia Internacional da Mulher.

Representação da Força da Mulher no Mercado Imobiliario

 

Fontes:

https://constructapp.io/pt/precisamos-falar-sobre-a-presenca-da-mulher-na-construcao-civil/

https://estadodeminas.lugarcerto.com.br/app/noticia/noticias/2016/10/16/interna_noticias,49596/mulheres-representam-30-dos-25-mil-corretores-de-imoveis-atuantes-em.shtml

http://www.ingaia.com.br/mulheres-no-mercado-imobiliario-entenda-por-que-elas-vendem-mais/

Previsões para o mercado imobiliário em 2018
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Previsões para o mercado imobiliário em 2018

Confira algumas das tendências e apostas dos especialistas para este ano.

Como já sabemos, o setor imobiliário é, sem dúvida nenhuma, um dos principais motores da economia brasileira e gera muitos empregos no país. E, nos últimos anos, o mercado sofreu com algumas oscilações, poucos investimentos e muita incerteza, em especial por três grandes motivos: a instabilidade política, o endividamento da classe C e as altas taxas de juros e baixa oferta de crédito, impulsionadas pela crise econômica.

Para investidores estrangeiros, o Brasil vinha sofrendo com o fato de que cada vez menos pessoas investiam na compra de casas e apartamentos devido a esses motivos. O fato é que a saúde do mercado imobiliário brasileiro foi gravemente afetada pela crise econômica e não deve se recuperar com facilidade, mas aponta para sinais positivos. A perspectiva para 2018 é de que o mercado imobiliário vai voltar a receber novos investimentos e movimentar a economia com um pouco mais de estabilidade.

Segundo uma pesquisa realizada pelo Secovi-SP (Sindicato da Habitação de São Paulo) para avaliar o Mercado Imobiliário, de janeiro a agosto de 2017 foram comercializadas 10.991 unidades na cidade de São Paulo, o que representou uma alta de 20,8% em comparação ao mesmo período de 2016 com 9.100 unidades. A pesquisa obviamente teve como foco a capital paulista e entornos, no entanto, os números apresentam um sinal de retomada do setor por alguns motivos como a diminuição das taxas de juros e inflação e do crescimento do PIB, a redução na taxa de desemprego, preços dos imóveis mais estabilizados e mudanças nas regras de financiamento.

Todas essas mudanças econômicas por conta de fortes decisões políticas no âmbito federal estão criando um novo ambiente no país que está fortalecendo os investimentos estrangeiros, a retomada das incorporadoras na construção de novas obras – o que consequentemente gera novos empregos e aquece o motor da economia brasileira – e principalmente reconstruindo a confiança do consumidor, que foi abalada por conta da última crise econômica e dos escândalos políticos.

Entendendo os ciclos imobiliários das últimas décadas

Em 2008, a crise imobiliária dos Estados Unidos refletiu de forma negativa em todo o mundo. A economia brasileira, que na época dava fortes sinais de prosperidade, viu o mercado imobiliário crescer a passos largos, com base em um país com baixo índice de desemprego, apresentando à época um aumento da renda média do brasileiro, além da expansão significativa de alguns programas de oferta de crédito para a compra de imóveis com juros mais baixos. E isso se prova nos números: segundo o Banco de Compensações Internacionais – o BID – a valorização imobiliária no Brasil foi de 121% nos cinco anos seguintes ao período pós-crise de 2008.

Esse cenário continuou a evoluir até 2013, quando a economia começou a dar sinais de desaquecimento e um novo cenário de queda dos investimento surgiu, principalmente em 2015, também por conta da supervalorização dos imóveis no ano da Copa do Mundo, por conta das muitas obras de infraestrutura nas cidades-sede. Com isso, o setor imobiliário se desacelerou para se adequar à demanda e também por conta dos juros mais altos e o crédito mais escasso.

E o que esperar daqui pra frente?

Felizmente, as vendas imobiliárias aumentaram cerca de 10% em 2017 em comparação com 2016, segundo a Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança), mesmo em um cenário de recuperação, em tempos de consolidação do impeachment, mudanças complexas na economia, retração dos salários, inflação ainda não completamente regulada e mais regras para disponibilização de crédito imobiliário.

Isso tudo fez com que poucas pessoas realmente investissem em imóveis no ano passado. Mas as previsões para 2018 são de melhora considerável na economia. De acordo com especialistas do mercado financeiro a inflação deve diminuir, o que fará com que a economia volte a crescer depois de um período de retração. A tendência é que a inflação de 2018 fique abaixo da meta central de 4,5%. A expectativa é que a inflação fique próxima dos 3,09%.

Além disso, o PIB – índice de mensuração importante da economia do país – também deve voltar a crescer, segundo um levantamento do Banco Central. A previsão do aumento é de 2,51%, o que já representa uma recuperação considerável se analisarmos a evolução do PIB de 2015 (-3,8%) para 2017 (0,5%). Esse aumento no índice cria esperança no mercado e ajuda a gerar mais empregos – outro ponto importantíssimo que justifica a previsão otimista para o mercado imobiliário em 2018 – girando a “roda da economia” e aumentando as possibilidades de consumo da sociedade brasileira.

Outro ponto importante é que a taxa básica de juros, a Selic, vai manter um certo nível de estabilidade este ano. Seu fechamento esperando é de algo próximo aos 7%, apenas 0,5% a menos que os 7,5% do começo deste ano.

Por último, o fato da Caixa Econômica Federal ter anunciado novas regras no começo do ano para o financiamento imobiliário, como a regra que dobrou o teto do financiamento de de R$1,5 milhão para R$3 milhões, além da ampliação do programa “Minha Casa Minha Vida” em torno de R$1,5 milhão, podem propiciar uma aceleração imobiliária em 2018, já que fez crescer o mercado não só para as classes mais altas, mas para a B e C voltarem a financiar um imóvel.

A boa notícia também vem por conta de outros bancos como Itaú e o Banco do Brasil iniciarem de fato suas operações no segmento de mercado imobiliário, com base na redução da Selic. Isso ajuda na queda dos juros para crédito imobiliário e aumenta a concorrência, o que é ótimo para quem vai comprar ou investir em imóveis.

Com projeções de mercado tão otimistas, o que você precisa realmente fazer agora é estudar consistentemente o setor e criar boas estratégias para buscar oportunidades imperdíveis, sejam unidades residenciais, comerciais ou até mesmo loteamentos, seja para vender ou para comprar.

 

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Fontes:
• Exame.abril.com.br/negocios
• Jornal.usp.br/atualidades
• Seisporcento.com.br
• Meuconsultorimobiliario.com.br/blog
• Mapadaobra.com.br/negocios
• G1.globo.com/especial-publicitario/zap/imoveis

 

O aquecimento do mercado imobiliário em 2017
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O aquecimento do mercado imobiliário em 2017

Estimativas e previsões otimistas para este ano.

O mercado imobiliário sofreu uma queda em 2016, mas isso está mudando este ano. Há uma estimativa que esse ano haja um crescimento de 5 a 10%. Existem fatores que ajudam na melhora do mercado, como, por exemplo, a queda da inflação. A estimativa para esse ano é que ela chegue a 5,07%, menos do que no ano passado, que indicou 7,2%.

A redução da taxa de juros é outro fator que colabora para o aquecimento do mercado. A perspectiva para esse ano é que se mantenha em 11%, o que presume uma maior queda no próximo ano. Também em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), há estimativas de que cresça neste ano, o que auxilia a revisão do comportamento da economia nacional. O Banco Central afirmou que esse índice vai crescer neste ano cerca de 1,3%.

As estimativas fazem com que as empresas vislumbrem um cenário positivo, pois, com a melhora no mercado, a queda da inflação e a diminuição das taxas e juros, o consumidor poderá voltar a sonhar com a casa própria, retomando seus investimentos neste nicho. Existem especulações de que a demanda de novos domicílios entre 2015 e 2025, somente em SP, será de 130 mil por ano, o que indica a manutenção do mercado.

Dentro do mercado imobiliário, há uma estimativa de crescimento nas vendas de residências de alto luxo, devido ao aumento do teto para compra de imóveis usando recursos do FGTS, que será, agora, de R$1,5 milhão. Portanto, essa é uma excelente oportunidade de mercado: apostar nesse grupo de compradores.

Outro fator interessante será a disputa entre os bancos, que diminuirão suas taxas para conseguirem clientes, pois, como visto, pessoas que procuravam imóveis na faixa de R$800 mil, agora buscarão residências de maior valor. A oferta será maior que a demanda e isso aquece a disputa.

Ainda podemos citar as mudanças deste ano no plano do Governo, Minha Casa Minha Vida, que foram elaboradas exatamente para impactar positivamente o mercado. Falamos disso em outro artigo. Para saber mais, clique aqui.

Com a melhora na economia, outro fator que também diminui é a inadimplência. Esse problema reflete diretamente na negociação imobiliária, pois indica risco de que as vendas efetuadas não sejam recebidas, o que causa um problema em avalanche.

Por causa do baixo crédito imobiliário em 2015 e 2016, influenciado pela economia nacional e as incertezas políticas, o setor se enfraqueceu. Isso ocasionou o aumento de juros e a diminuição de crédito. Por isso, muitas incorporadoras não iniciaram novos projetos, apenas lidando com os produtos em estoque. Porém, com a retomada do crescimento em 2017, que vem com a desaceleração da inflação e a queda na taxa básica de juros do país, o crédito imobiliário voltará a ser favorecido.

É importante ressaltar que o setor depende de como anda a economia do país. Portanto, os ajustes econômicos são fundamentais para que o mercado retome seu espaço e volte a aquecer. A tendência é de que o setor volte a girar capital e as expectativas são positivas, devido às melhoras econômicas que o país tem apresentado.

Mas, de qualquer forma, vale ressaltar que investir em imóvel continua sendo um ótimo negócio, visto que a valorização é superior à inflação do período, há liquidez e outros pontos, que falaremos no próximo artigo.

Fonte: http://www.emorar.com.br/mercado-imobiliario-de-sp-deve-crescer/