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Glossário de Locação: termos e siglas que você precisa saber

Descubra os significados de alguns termos e siglas relativos à locação de um imóvel.

O setor imobiliário é um dos setores mais amplos no que se refere à quantidade de informações e mudanças de regras, termos, leis, entre outros pontos. Isso gera uma necessidade gigantesca por parte dos profissionais e até mesmo do consumidor final em buscar informações abalizadas sobre o assunto, para evitar problemas e acertar na hora de fazer uma compra ou fechar um contrato de aluguel.

Dentro desse cenário, sabemos que o setor apresenta uma linguagem técnica própria, bastante utilizada por corretores de imóveis e um tanto quanto utilizada pelos compradores de imóveis e inquilinos. No blogpost de hoje, no entanto, apresentaremos um glossário presente na rotina diária de trabalho de corretores e que também acaba sendo usado por outras pessoas, mas voltado especificamente para a parte de locação imobiliária.

Confira os termos que selecionamos:

Aluguel: pagamento feito pelo locatário em troca do empréstimo de um bem. O pagamento representa uma taxa periódica extensa, que costuma ser pré-definida em um contrato firmado entre as partes – proprietário e inquilino.

Aluguel por temporada: mesma coisa que o aluguel, mas com foco na locação de imóveis por um período curto, de no máximo 90 dias. Para saber mais sobre esse assunto, acesse nosso blogpost especial sobre aluguel por temporada.

Área útil: somatória de todas as áreas internas de cada um dos cômodos de um imóvel, considerando a área de parede a parede, sem contar a espessura delas.

Área comum: área específica de um condomínio – geralmente utilizada para definir a área dentro de um prédio ou um conjunto de prédios – que pode ser usada por todos os moradores, como: corredores, o saguão, o salão de festas, academia e os locais de lazer. Também é conhecido como “área de uso comum”.

Cartório de Títulos e Notas: instituição privada de reconhecimento público que possui a responsabilidade de guardar títulos e documentos, além de fazer registros públicos e lavrar ou redigir contratos de locação, compra e venda de imóveis.

Casa Geminada: conhecidas como casas construídas duas a duas, com divisões iguais, mas invertidas. Geralmente possuem uma das laterias unida à outra casa. O ponto interessante deste tipo de construção é que essa parede unida pertence ao mesmo tempo às duas casas.

Caução: representa um tipo garantia fornecida através de títulos ou coisas de valor – carro, eletrodomésticos, entre outros, inclusive dinheiro – e que determina que a dívida contratual – financiamento imobiliário, aluguel ou algum outro – será paga.

Contrato de locação: é o acordo que pode ser verbal ou escrito, com prazo determinado ou não, entre o proprietário e o inquilino. Ele determina o empréstimo de um imóvel do locador em troca do pagamento de uma taxa de aluguel por parte do locatário. Este se compromete a pagar todo o mês esta taxa pré-definida e também é conhecido como contrato de locação ou contrato locatício.

Denúncia vazia: trata-se do processo de cancelamento de um contrato de locação feito pelo proprietário e que provoca o imediato despejo do inquilino – obriga o inquilino a desocupar o imóvel em até 30 dias – sem a necessidade de apresentar motivos para retomar o imóvel alugado. Este tipo de denúncia pode ser aplicada em contratos residenciais com 30 meses já vencidos ou descumpridos e também em contratos de locação que possuam mais de cinco anos consecutivos.

DFI: sigla oficial que significa “danos físicos ao imóvel”.

Direito de preferência: direito garantido por lei ao inquilino para oferecer primeiramente a ele a possibilidade de compra do imóvel que está ocupando.

Elementos matriciais: características essenciais do prédio como localização, tipo de fachada, entre outros elementos que permitem a sua identificação por todos os órgãos responsáveis e envolvidos com o setor imobiliário.

Fiador: responsável por assumir as obrigações financeiras – aluguéis, taxas, multas e correção monetária – do inquilino, caso este não consiga cumpri-las. No entanto, é importante deixar claro que o credor ou proprietário não tem obrigação de aceitar o fiador escolhido se este não for uma pessoa idônea domiciliada no município onde tenha de prestar a fiança, e no caso de não possuir bens suficientes para desempenhar a obrigação. Outro ponto importante é que se o fiador não conseguir cumprir com suas obrigações financeiras, o proprietário pode exigir a substituição do fiador.

Habite-se: documento emitido pela Prefeitura, mediante vistoria de regularidade, para que um imóvel recém-construído ou reformado possa ser ocupado. Importante frisar que o imóvel só pode ser realmente ocupado depois da concessão do Habite-se.

Inadimplência ou inadimplemento: quando o inquilino não cumpre com sua obrigação financeira.

Juros de mora: juros que representam a indenização pela demora no pagamento da dívida.

Locador: proprietário de um imóvel que fica responsável pelo aluguel do imóvel a outra pessoa.

Locatário: inquilino que aluga um imóvel e paga o aluguel e outras taxas ao locador.

Multa: valor estabelecida no contrato a ser pago por aquele que não cumpre, no todo ou em parte, uma obrigação financeira assumida.

Nota promissória: documento escrito que obriga o emitente a se comprometer a pagar determinada quantia, em determinada data, a determinada pessoa física ou jurídica.

Procuração: documento registrado em cartório que garante que uma pessoa conceda a outra o poder de agir em seu nome. Isso serve, por exemplo, para facilitar a tomada de decisão em uma reunião condominial, já que o inquilino terá como opinar e defender seus pontos de vista como se fosse um proprietário.

Quórum: número mínimo de pessoas necessário para realizar uma reunião condominial.

Rescisão: cancelamento ou anulação de um contrato de aluguel, por exemplo.

Seguro-fiança: seguro que substitui a necessidade de um fiador nos contratos de locação.

 

CredPago-Guaíra

Fontes:

http://www.rnimoveis.com/glossario/locacao-imobiliaria

https://www.aluguetemporada.com.br/info/guia-do-aluguel-por-temporada/de-olho-no-mercado/confira-o-glossario-completo-de-termos-do-mercado-imobiliario

 

Fiador profissional: um risco que é bom evitar.
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Fiador profissional: um risco que é bom evitar.

Entenda mais sobre esse tipo de serviço e porque não se trata de uma boa opção para aluguel.

Se você está buscando um imóvel para locação com certeza já ouviu o termo fiador nas negociações com a imobiliária. Neste caso, provavelmente você também já sabe da dificuldade que é encontrar um fiador de confiança entre familiares e amigos para conseguir iniciar o processo de aluguel. Essa é uma das grandes barreiras do inquilino/locatário, já que o processo não costuma ser tão simples. Mas vamos por partes:

O que é exatamente um fiador?

Um fiador é uma pessoa física ou jurídica responsável por garantir o pagamento do locatário em um contrato de aluguel de imóvel. No caso de não pagamento por qualquer que seja o motivo, o fiador assume integralmente a dívida e o proprietário/locador não deixa de receber sua parte. Atualmente, é uma das formas de garantia de locação mais utilizadas no Brasil, já que é uma das mais baratas entre as principais opções.

Algumas das exigências das imobiliárias para que alguém seja fiador do imóvel são:

• Normalmente, que o fiador seja da mesma cidade do imóvel que será locado.
• Que o fiador tenha patrimônio, de preferência um imóvel registrado em seu nome.
• Quando o fiador é pessoa física, exige-se que a renda do fiador seja de, pelo menos, 3 vezes o valor do aluguel mensal, já contando os encargos (IPTU e condomínio).

Como conseguir um fiador?

Conforme já afirmamos, tem sido cada vez mais difícil encontrar um fiador de confiança para fechar o contrato de aluguel. Por isso, muitos locatários têm recorrido a uma prática diferente e que ainda é pouco conhecida: o fiador profissional ou fiador de aluguel.

O GRANDE PROBLEMA está justamente aqui: um fiador profissional pode não ser de confiança e alguns podem ser até estelionatários. Existem pessoas que se oferecem como fiadores profissionais para fornecer as garantias exigidas pelas imobiliárias para fechar um contrato. No entanto, eles oferecem essa garantia como um serviço prestado para o locatário.

O que acontece na prática, é que esse tipo de fiador recebe um valor em troca de apresentar seus documentos junto à imobiliária. Porém, ele o faz para diversas pessoas e talvez não dê a devida importância à responsabilidade que assume. Como não existe nenhum ônus sobre o bem apresentado ou nenhum rastro de que ele é fiador de outras pessoas (a imobiliária conseguiria detectar algo estranho apenas pela quantidade de pesquisas feitas em seu CPF), o fiador se apresenta para fiar inúmeros locatários. Agora imagine se todos passarem a dever ao mesmo tempo. O que aconteceria?

O locador e/ou a imobiliária seriam muito prejudicados pois ficariam sem garantia nenhuma. Por esse e outros motivos, a lei permite que o locador ou imobiliária aceite ou negue o cadastro do fiador.

Para você ter uma ideia, já houve casos em que o fiador profissional, com os valores levantados de cada locatário, comprou e registrou rapidamente um imóvel em seu nome para fazer com que a imobiliária acreditasse na sua condição de proprietário de imóvel, apresentando também os outros documentos exigidos por ela.

Depois dos contratos assinados, o fiador profissional vendeu o imóvel que foi apresentado como garantia das locações e desapareceu com o dinheiro de todos os locatários. Neste caso, se eles faltarem com suas responsabilidades de pagamento, podem responder criminalmente pelo golpe, já que o fiador não existe mais para arcar com as despesas.

Como evitar esse tipo de situação?

Se você é locador, realize buscas aprofundadas no CPF do fiador, tais como SERASA, SPC e nos cartórios de registro de imóveis. Também procure saber quantas vezes foram emitidas certidões atualizadas da matrícula do imóvel que está sendo apresentado como garantia. O número de consultas ao CPF pelo Serasa e a quantidade de emissões de matrícula dão um forte indicativo de um fiador profissional.

Se você é locatário, não procure ou aceite propostas de nenhum tipo de fiador profissional, de qualquer natureza. Isso porque, na maior parte dos casos, esse tipo de serviço é extremamente arriscado, já que não existe nenhuma garantia de que a documentação apresentada pelo fiador profissional seja realmente original.

A melhor opção para quem realmente não possui um fiador e não quer se arriscar, é contratar algum tipo de fiança imobiliária. Como já mencionamos em um de nossos textos anteriores, o locatário possui uma série de possibilidades como Credipago, seguro-fiança, título de capitalização, cheque caução.

O Seguro Fiança, por exemplo – que é uma das melhores opções no mercado – funciona de certa forma como um seguro de carro. A empresa responsável analisa o cadastro de crédito do contratante e dá a opção de ser a fiadora no contrato de aluguel.

É importante que o interessado em realizar um contrato de locação de imóvel entenda que contratar um fiador profissional não deve ser considerado como opção na hora de alugar uma propriedade por meio de uma imobiliária. Como falamos, existem outras opções confiáveis e que evitam dores de cabeça, tanto para o inquilino quanto para o proprietário.

 

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Fonte:
• Lopes.com.br/blog

Regras para facilitar a desocupação do imóvel
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Regras para facilitar a desocupação do imóvel

Na hora de alugar, é importante estar por dentro de alguns detalhes para que tudo corra bem.

O processo de desocupação de um imóvel é conhecido como um martírio para muitas pessoas, em especial para os locatários, que enxergam esse processo como trabalhoso, demorado e muitas vezes mais burocrático do que o necessário. O proprietário também fica descontente pelo fim da locação vigente, esperando a liberação do imóvel para um novo inquilino ou para a venda, o que ocasiona um certo incômodo.

No entanto, para que a desocupação seja um processo mais tranquilo, é preciso um acordo muito bem feito entre ambas partes. Tudo depende da ciência do locatário e do locador sobre o estado do imóvel no início da locação, ou seja, qual é o estado da iluminação, parte elétrica e hidráulica, pintura, portas, janelas e batentes, pisos, enfim, todos os pontos que serão vistoriados pela imobiliária ou administradora no fim do contrato.

Ao alugar um imóvel é necessário documentar a negociação por meio de um contrato, de preferência, escrito. O inquilino deve ler atentamente todas as suas cláusulas, guardando uma cópia junto com os recibos de pagamento do aluguel e encargos.

Na maior parte dos casos, a falta de entendimento entre as partes cria um atrito desnecessário no momento do locatário desocupar o imóvel. Logicamente, é necessário bom senso tanto do proprietário quanto do inquilino, já que o acordo beneficia os dois lados: um imóvel para uma das partes e o valor monetário mensal para a outra.

Mas como problemas neste processo podem ocorrer, mesmo com o bom senso fazendo parte da situação, preparamos este artigo com algumas dicas e informações úteis para ajudar você.

Desocupação por vontade do inquilino

Existem regras que possibilitam que o locatário saia do imóvel antes do término do contrato, como por exemplo um contrato de 30 meses que tenha uma cláusula que libera o inquilino da multa contratual após 12 meses. Caso isso não exista, será necessário que ele pague a multa acordada, sempre proporcional ao prazo total do contrato. É importante frisar que, caso não haja nada previsto no contrato, valerá o que for determinado judicialmente, a partir do momento em que o inquilino manifestar interesse em não alugar mais o imóvel.

Ainda assim, existem outras duas situações em que o locatário é desobrigado a pagar a multa:

1ª) Se a necessidade da rescisão for por motivo de transferência do local de trabalho (mudança de cidade), a pedido de seu empregador.

2ª) Se o contrato de locação for por prazo indeterminado.

Em ambos casos, a única formalidade necessária será o aviso prévio para o proprietário, com 30 dias de antecedência. Essa comunicação deverá ser feita por escrito, em duas vias, com data e assinatura do emissor do documento e do proprietário, atestando recebimento, e cada parte deverá ficar com uma cópia.

Desocupação por falta de pagamento

Existe também a situação em que o inquilino pode ser despejado do imóvel devido à falta de pagamento de aluguel e dos encargos da locação, como água, luz, condomínio, entre outros. Neste caso, é considerada uma infração contratual, que pode acarretar em uma ação de despejo por falta de pagamento.

Para evitar esta situação drástica e inconveniente, durante o andamento da ação o inquilino pode e deve renegociar com o proprietário – através da imobiliária – o pagamento dos valores devidos e atualizados. Mesmo com essa renegociação, é importante que esse pagamento seja feito por meio de depósito judicial, já que deve incluir todos os aluguéis e acessórios (condomínio, água, e o que mais houver) vencidos até então, acrescidos de multas e penalidades contratuais, quando exigíveis, mais juros de mora, custas e honorários advocatícios.

Mas atenção:

Esse recurso de pagamento do aluguel após a ação de despejo por falta de pagamento só pode ser utilizado apenas 1 vez a cada 2 anos de locação. Se o locatário deixar de pagar o aluguel e for proposta uma ação de despejo em período inferior a 24 meses de outra ação proposta pelo mesmo motivo, o pagamento do débito não evitará o despejo.

Retomada do imóvel pelo proprietário

Sabemos que o proprietário pode pedir que o inquilino desocupe o imóvel em algumas situações. As principais são:

• Contratos com prazo de trinta meses ou mais: nestes casos, o imóvel poderá ser retomado, sem qualquer justificativa (a chamada denúncia vazia), no fim do prazo contratado ou a qualquer momento após esse prazo. O inquilino terá 30 dias para realizar a desocupação.

Nos casos de contratos de locação inferiores a 30 meses (dois anos e meio), o proprietário poderá pedir a desocupação do imóvel nos seguintes casos:

• Para uso próprio, do cônjuge ou companheiro, de descendente (filhos, netos) ou ascendente (pais, avós) que não tenham imóveis próprios;
• Para demolição e edificação ou obras aprovadas;
• Para realização de obras que aumentem a área construída em, pelo menos, 20% (vinte por cento);
• Necessidade de reparação urgente, determinada pelo poder público, que não possa ser executada com a permanência do inquilino no imóvel ou por recusa por parte dele;
• Após 5 anos de locação com o mesmo inquilino.

Outros casos de desocupação

• Acordo formal entre as partes;
• Infração legal ou contratual;
• Falta de pagamento do aluguel e/ou encargos;
• Alienação, venda ou cessão do imóvel (nestas circunstâncias, o prazo para desocupação do imóvel é de 90 dias);
• Extinção do usufruto ou fideicomisso (nestas situações, o prazo para desocupação do imóvel é de 30 dias).

No caso do proprietário entrar com uma ação para a retomada do imóvel, o inquilino poderá, no prazo de contestação e através de um advogado, manifestar-se concordando com a desocupação. Com isso, serão concedidos seis meses para a saída.

Regras da imobiliária

Também é muito importante que tanto o proprietário quanto o inquilino saibam perfeitamente quais são as regras da imobiliária que gerencia o contrato de locação. Isso porque na hora da vistoria, do agendamento dela e das datas de desocupação e entrega das chaves, não pode haver dúvidas por nenhuma das partes. Isso evita atrasos na entrega do imóvel e problemas futuros.

Esperamos que esse artigo tenha ajudado no esclarecimento de algumas questões sobre desocupação de imóveis. Caso tenha dúvidas durante o processo, entre em contato com sua imobiliária antes de realizar qualquer procedimento. Em linhas gerais, fique atento a estes 3 pontos principais: vigência do contrato, vistoria e regras, e o procedimento da Imobiliária.

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Fontes:
Série Imóveis Procon-SP – Aluguel residencial

 

Direitos e deveres do locador e locatário
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Direitos e deveres do locador e locatário

Ambos têm obrigações a cumprir e é bom estar por dentro para evitar problemas.

Muitas vezes, quando você decide alugar uma casa ou apartamento, não sabe ao certo quais são os deveres básicos a serem cumpridos, muito menos seus direitos, bem como os deveres e direitos do proprietário do imóvel que vai ser alugado.

Existe uma série de regras que são delimitadas pela lei do inquilinato e devem ser seguidas, mesmo no caso de contratos informais entre o inquilino e o dono do imóvel. As cláusulas determinadas por essa lei garantem o conforto e a segurança de ambas as partes, evitando possíveis dores de cabeça no futuro.

Por dentro da lei

A Lei do Inquilinato (Lei 8.245/91) regula o mercado de aluguéis residenciais e comerciais, e tanto locadores quanto inquilinos devem saber seu conteúdo antes de fechar um negócio. Além disso, é importante ressaltar que essa legislação estabelece o papel de cada uma das partes na venda ou no aluguel de um imóvel. No caso, a Lei 8.245/91 esclarece, dentre outros pontos, os direitos e deveres do locador e do locatário. Nos artigos 22 e 23, eles delimitam essas condições de forma mais objetiva. Abaixo, apresentamos os dois artigos com uma linguagem menos jurídica e um pouco mais direta.

De acordo com o Art. 22, o proprietário tem, por obrigação, que entregar o imóvel ao locatário em estado adequado para ser alugado, além de garantir que, durante o tempo da locação, o uso do imóvel locado seja pacífico e harmonioso. Para isso, é preciso que ele mantenha, durante esse período, a estrutura do imóvel em estado adequado e responda pelos vícios ou defeitos anteriores à locação que não foram incluídos na vistoria e no contrato acordado entre as partes.

O proprietário precisa fornecer ao inquilino, caso este solicite, uma descrição minuciosa do estado do imóvel no momento da entrega, com eventuais defeitos existentes bem apontados, bem como um recibo discriminado dos valores pagos por ele. Também precisa pagar as taxas de administração imobiliária, se houver, e de intermediações, inclusive de verificação de idoneidade do possível locatário e de seu fiador, impostos e taxas, e ainda o seguro complementar contra fogo, que incidam ou venham a incidir sobre o imóvel, com exceção a acordos previamente descritos no contrato para não pagamento.

Outro comprovante que o locador precisa fornecer ao locatário, quando este solicitar, são os relativos às parcelas que estejam sendo exigidas, pagar as despesas extraordinárias de condomínio, ou seja, aquelas que não se refiram aos gastos rotineiros de manutenção do edifício, tais como:

• Obras de reformas ou acréscimos que interessem à estrutura integral do imóvel;
• Pintura das fachadas, empenas, poços de aeração e iluminação, bem como das esquadrias externas;
• Obras destinadas a repor as condições de habitabilidade do edifício;
• Indenizações trabalhistas e previdenciárias pela dispensa de empregados, ocorridas em data anterior ao início da locação;
• Instalação de equipamento de segurança e de incêndio, de telefonia, de intercomunicação, de esporte e de lazer;
• Despesas de decoração e paisagismo nas partes de uso comum;
• Constituição de fundo de reserva.

Ainda assim, é possível que o proprietário entre em acordo com o locatário para efetuar o pagamento de uma despesa do tipo, através do abatimento de uma parte do valor do aluguel, que será destinada ao pagamento da obra em questão. A instalação de uma câmera de segurança é um bom exemplo deste tipo de acordo. Essa obra é interessante para ambas partes, já que valoriza o imóvel do proprietário e dá mais segurança para o locatário, ou seja, é possível que o locador peça o abatimento de uma parte do aluguel para quitar este tipo de despesa extraordinária.

Já o locatário, com base no art. 23, tem por obrigação pagar pontualmente o aluguel e os encargos da locação, legal ou contratualmente exigíveis, no prazo estipulado. Caso não consiga efetuar o pagamento no prazo, ele terá até o sexto dia útil do mês seguinte ao vencido.

O inquilino poderá servir-se do imóvel para o uso estipulado em contrato, compatível com a natureza deste e com o fim a que se destina, devendo tratá-lo com o mesmo cuidado como se fosse seu. Neste caso, é importante ressaltar que o inquilino não pode alugar uma sala ou parte do imóvel para outra pessoa e cobrar por isso, seja por contrato ou acordo conversado. Isso configura “sublocação” do imóvel, o que é proibido. Caso isso ocorra, o inquilino pode ser multado e até despejado.

Ao fim da locação, ele deve entregar o imóvel no mesmo estado em que o recebeu, com exceção das deteriorações decorrentes do seu uso normal, ou seja, deteriorações que não sejam causadas por alguma pessoa. Também deve informar imediatamente o locador sobre o surgimento de qualquer dano ou defeito cuja reparação seja de obrigação do proprietário, bem como eventuais problemas causados por terceiros que não residam no imóvel. Se isso ocorrer, o inquilino deverá realizar a imediata reparação dos danos provocados, além de não modificar a forma interna ou externa do imóvel sem o consentimento prévio e por escrito do locador.

Outras obrigações do locatário, incluem:

• Entregar imediatamente ao locador os documentos de cobrança de tributos e encargos condominiais, bem como qualquer intimação, multa ou exigência de autoridade pública, ainda que dirigida ao locatário;
• Pagar corretamente as despesas de consumo de água, luz e gás;
• Permitir a vistoria do imóvel pelo locador ou por algum outro responsável enviado por ele, mediante combinação prévia de dia e hora, bem como admitir que o imóvel seja visitado e examinado por terceiros em caso de venda;
• Cumprir integralmente a convenção de condomínio e os regulamentos internos;
• Pagar o prêmio do seguro de fiança.

Por último, o inquilino precisa estar atento em relação à necessidade de pagar as despesas ordinárias de condomínio, ou seja, despesas da respectiva administração como salários, encargos trabalhistas, contribuições previdenciárias e sociais dos empregados do condomínio; consumo de água, gás e luz das áreas de uso comum; limpeza, conservação e pintura das instalações e dependências de uso comum; manutenção e conservação das instalações e equipamentos hidráulicos, elétricos, mecânicos e de segurança, de uso comum; manutenção e conservação das instalações e equipamentos de uso comum destinados à prática de esportes e lazer; manutenção e conservação de elevadores, porteiro eletrônico e antenas coletivas; pequenos reparos nas dependências e instalações elétricas e hidráulicas de uso comum; rateios de saldo devedor, exceto se forem referentes a um período anterior ao início da locação; reposição do fundo de reserva, total ou parcialmente utilizado no custeio ou complementação das despesas referidas nas alíneas anteriores, exceto se referentes a um período anterior ao início da locação.

O pagamento dessas despesas por parte do locatário se torna uma obrigação desde que comprovadas a previsão orçamentária e o rateio mensal, podendo exigir a qualquer tempo a comprovação das mesmas. No caso de edifício constituído por unidades imobiliárias autônomas, de propriedade da mesma pessoa, os locatários ficam obrigados ao pagamento das despesas referidas no § 1º deste artigo, desde que comprovadas.

O Art. 27. também é bastante importante para o inquilino pois, no caso de venda, promessa de venda, cessão ou promessa de cessão de direitos, o locatário tem preferência por adquirir o imóvel locado, em igualdade de condições com terceiros, devendo o locador dar-lhe conhecimento do negócio mediante notificação judicial, extrajudicial ou outro meio de ciência inequívoca. No entanto, se o locatário não manifestar seu interesse no imóvel no prazo de trinta dias corridos, esse direito de preferência não mais valerá.

Na prática, a ideia e simples.

Se tanto o inquilino quanto o proprietário souberem todos os seus direitos e deveres, e respeitarem essas obrigações, a locação do imóvel será tranquila, segura e simples, inclusive para a imobiliária, que cuidará dos processos com muito mais eficiência e produtividade.

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