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Mudanças no teto FGTs para financiamento imobiliário em 2019, confira já!

Mudança começa a valer a partir de 1º de janeiro de 2019 para compra de imóveis.

A partir do primeiro dia do ano que vem, qualquer brasileiro vai poder utilizar os recursos do FGTS para adquirir um imóvel próprio. A regra já existia previamente, mas agora tem um novo limite: até R$ 1,5 milhão. O aumento do limite foi em mais de meio milhão de reais, já que o limite anterior era de R$ 950.000,00 para imóveis nos estados de São Paulo, Rio, Brasília e Belo Horizonte e R$ 800 mil no restante do País.

Isso representa uma adaptação significativa à nova realidade econômica do país depois de 2014. O mercado imobiliário ainda está se recuperando da última crise e por isso, a Caixa Econômica e outros órgãos que regulam a economia do país vem fazendo mudanças no esquema de financiamentos imobiliários para diversas faixas de público.

Essa mudança do teto do FGTS foi anunciada há poucos meses pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e causou um impacto positivo no mercado imobiliário que começou a se preparar para uma nova procura por apartamentos e casas por parte de seus clientes.

A nova política do uso FGTS é válida para financiamentos contratados dentro das regras do Sistema Financeiro de Habitação (SFH), com previsão de juros de 12% ao ano mais correção monetária pela TR, no máximo.

O interessante é que essa mudança é uma novidade que já foi testada anteriormente: entre fevereiro e dezembro de 2017, o limite foi alterado para determinar se causaria algum impacto negativo no mercado de financiamentos. Como o efeito foi oposto, as instituições de regulamentação decidiram por tornar a mudança permanente.

Mas para entender melhor os efeitos dessa mudança cujo objetivo é o de estimular a construção civil novamente no país, precisamos entender dois sistemas que organizam o financiamento imobiliário no país o SFI e o SFH.

O SFI – Sistema Financeiro Imobiliário – engloba imóveis acima do limite do SFH – Sistema Financeiro de Habitação. O SFH foi criado em 1964 através da lei nº 4.380 para organizar os financiamentos imobiliários brasileiros e tem o intuito de ajudar os brasileiros a adquirir uma casa própria. Já o SFI funciona para financiamentos imobiliários que não estão contidos na lei do SFH como imóveis com um valor maior do que os limites estabelecidos do SFH.

Essa minirreforma tem como principal objetivo estimular a retomada de negócios no mercado imobiliário e ativar a construção civil. Isso porque o Brasil sempre olhou para este mercado como um dos mais importantes – se não o mais – para aquecer a economia e gerar mais empregos.

Apesar da maior demanda por financiamento de imóveis estar concentrada em propriedades com valores até R$ 500.000,00, a expectativa é que a novidade traga uma nova movimentação para o mercado imobiliário. Ainda mais pelo fato de que, neste novo pacote de mudanças, a CMN também determinou que instituições bancárias que efetivarem financiamentos imobiliários de até R$500 mil poderão multiplicar esse recurso por 1,2 na hora de contabilizar se cumpriram o patamar mínimo que deve ser direcionado ao crédito imobiliário.

Condições para o uso do FGTS no financiamento
Na prática, as novas regras começam a valer a partir de janeiro do ano que vem como falamos lá em cima. E antes de se planejar para usar seu FGTS é importante entender que essas regras possuem condições bastante específicas.

Vamos a elas:

1. Qualquer um que tem conta FGTS pode usar o saldo pra comprar um imóvel?

Não. Para utilizar os recursos do FGTS que você possui para realizar a compra de um imóvel, será necessário que você tenha no mínimo três anos de trabalho e recolhimentos ao fundo. Outras condições são que não tenha ainda nenhum financiamento pelo SFH nem seja proprietário de imóvel.

2. Há algum tipo de restrição para o uso do FGTS em imóveis?

Se o uso do FGTS tiver como foco reformas ou algum tipo de ampliação na propriedade, ou ainda para a compra de material de construção ou compra de imóvel comercial para familiares ou dependentes.

3. Como será feita a correção das prestações?

O sistema de correção das prestações vai mudar. Hoje, ele se baseia na variação da Taxa Referencial, a TR. Essa taxa é calculada com base na média dos juros dos títulos oferecidos pelos bancos, o Certificado de Depósito Bancário (CDB).

A partir do dia 1º de janeiro do ano que vem, em contratos de financiamento com FGTS poderão ser empregados índices de inflação como o IPC-A ou o IGP-M para atualização da prestação e saldo devedor.

Essas mudanças representam mais um investimento do governo e das instituições bancárias para movimentar a economia, gerar novos empregos e tentar auxiliar o país na saída dessa crise. O caminho não é fácil, mas mostra um novo cenário para 2019, com mais oportunidades de negócio no mercado imobiliário e uma possibilidade maior para qualquer público adquirir a tão sonhada casa própria.

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As 5 imobiliárias mais atentas de Santo André

Santo André é uma cidade que impressiona: pelo desenvolvimento, pelo crescimento populacional, pela região histórica onde fica localizada e pela qualidade de vida.

Pelo desenvolvimento porque era a 15ª cidade mais desenvolvida do Brasil em 2014, e a 8ª cidade mais desenvolvida do Estado de São Paulo também em 2014, segundo a ONU, sendo também eleita a 5ª melhor cidade do país para criar filhos.

Pelo crescimento porque em 465 anos de existência, sua população já é de mais de 700 mil habitantes, e essa população chegou a esse número graças à grande parte ao fluxo migratório desde a década de 60. Estima-se que, hoje, aproximadamente 20% da população de Santo André não seja paulista.

Pela região histórica porque o turismo faz parte da cidade, já que o Vale do Paranapiacaba é uma região turística próxima da cidade que recebe visitantes o ano todo e apresenta uma variedade de atrações interessantes para quem quer conhecer um pouco mais da história de São Paulo.

E pela qualidade de vida porque é uma cidade com comércio ativo, bares, escolas, hospitais, restaurantes de comidas típicas das várias descendências de imigrantes, desde italianos e espanhóis, até japoneses, portugueses e alemães, parques e imobiliárias de alta qualidade, super atentas ao aquecimento imobiliário que começou no fim de 2017.

Por isso, hoje separamos uma lista com 5 imobiliárias que movimentam o mercado imobiliário de Santo André e fazem com que ela seja uma cidade ótima para viver, trabalhar e se divertir.

Mas o que faz de Santo André uma cidade tão impressionante assim?

Santo André, tem uma longa história que começa no século XVI. A região da cidade foi elevada à categoria de vila e nomeada Santo André da Borda do Campo, em 1553. E um pouco depois, o vilarejo foi integrado à cidade de São Paulo como bairro, em 1560.

Ela foi evoluindo juntamente com a região do ABC Paulista (São Bernardo do Campo e São Caetano do Sul principalmente) e em 1889, a região ganhou status de município, sendo chamada de São Bernardo. Foi só em 1910 que essa São Bernardo começou a ser dividida em distritos e um deles era Santo André.

Daí em diante, o crescimento ocorreu e a cidade tomou forma, se tornando uma opção para quem é de São Paulo e busca na região uma qualidade de vida melhor, com as diversas oportunidades imobiliárias. Santo André, em especial nos melhores bairros, como a Vila Assunção, a Vila Gilda, Bairro Jardim, Vila Valparaíso e o Centro é uma cidade que impressiona também pelo mercado imobiliário.

Mercado Imobiliário de Santo André

As imobiliárias dessa cidade não podiam deixar de impressionar também. As oportunidades de imóveis na cidade estão sendo ampliadas por novos investimentos e a movimentação das antigas unidades também tem crescido. Com isso, surgiram novas imobiliárias e as que já atuavam no mercado imobiliário da cidade se renovaram em busca de diferenciação de mercado.

Imobiliária Donizeti Imóveis

A Donizeti Imóveis, por exemplo, que atua com imóveis em um dos mais bairros mais caros da cidade, o Bairro Jardim. São imóveis que oferecem maior qualidade de vida como um todo, já que são seguros, com ambiente familiar e opções de apartamentos em condomínios fechados.

Imobiliária de Santo André Pantera Imóveis

Ou a Pantera Imóveis, que tem uma série de imóveis na Vila Assunção, o bairro onde se situa o Parque Central de Santo André, um dos 11 parques da cidade, sendo um dos maiores e mais concorridos. Esse é um lugar ótimo para levar as crianças, praticar atividades físicas ou mesmo entrar em contato com a natureza e aliviar o estresse.

Imobiliária Carisma Imóveis

Já a Carisma Imóveis também apresenta imóveis no Centro, parte de Santo André que oferece boa qualidade de vida. Um dos motivos é a presença do Teatro Municipal, que recebe uma série de peças e espetáculos passando pela cidade, o Parque IV Centenário, além de boa parte dos melhores bares e restaurantes da cidade.

Imobiliária Edmur Imóveis

E a Edmur Imóveis, que atua na compra, venda e aluguel de imóveis residenciais ou comerciais da região do Grande ABC desde 1981, sendo uma das mais antigas da cidade juntamente com a Guaíra Imóveis.  

Imobiliária Guaíra Imóveis

A Guaíra Imóveis que integra o Grupo Guaíra com mais de 30 anos de atuação na região do ABC Paulista, como falamos neste texto aqui do nosso blog. Trabalhando com imóveis residenciais e comerciais para aluguel, compra e venda estamos super presentes tanto no meio físico em Santo André quanto nas mídias digitais.

Você já segue nossos perfis nas redes sociais?

Nosso Facebook recebe atualizações quase diárias, de imóveis, posts no blog, entre outros conteúdos super relevantes para quem está interessado em assuntos imobiliários. Além disso, nosso Instagram anda super movimentado com postagens de imóveis e de novidades sobre a imobiliária.

O Linkedin também não fica nem um pouco parado. Nossa página recebe atualizações de imóveis e até de vagas de trabalho na imobiliária. Já o Youtube apresenta uma gama de conteúdo variada em vídeos rápidos e super práticos, com o objetivo de informar o nosso cliente Guaíra Imóveis. Fizemos também um perfil no Spotify com playlists especiais para cada momento imobiliário.

>> A playlist do negócio fechado

>> A playlist da saudade

>> A playlist da casa nova

>> A playlist da manutenção

>> A playlist da festa

>> A playlist da permuta

>> A playlist do casal

Fizemos um Spotify porque acreditamos que cada momento tem uma trilha sonora.

Também apresentamos uma série de conteúdos extremamente úteis de mercado:

http://soumais.guairaimoveis.com.br/comprar-ou-alugar-um-imovel

http://soumais.guairaimoveis.com.br/aluguel-sem-fiador

https://soumais.guairaimoveis.com.br/quanto-custa-morar-longe

https://soumais.guairaimoveis.com.br/guia-centro-saobernardodocampo

E estamos contratando constantemente novos colaboradores para trabalhar conosco. São vagas como, por exemplo,  corretores e gerentes de lançamentos:

Além de tudo isso, também oferecemos consultoria gratuita para quem quer entender mais sobre o mercado imobiliário de Santo André e de todas as outras cidades em que atuamos.

A Guaíra Negócios Imobiliários enxergou no conteúdo relevante e de qualidade, a oportunidade de fazer diferente no mercado imobiliário brasileiro, trazendo tudo o que você quer e precisa saber para comprar, alugar ou vender imóvel da melhor e mais rentável maneira.

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Redes sociais e venda de imóveis combinam?

Antigamente, os corretores de imóveis anunciavam seus imóveis e realizavam vendas com uma pasta embaixo do braço, panfletos distribuídos na cidade toda e espelhos de venda, atendendo telefonemas o dia todo atrás das mesas. A parte dos telefonemas ainda continua ativa e gerando uma série de vendas, mas o corretor de hoje conta diversas novas ferramentas digitais para potencializar as vendas, bem como o relacionamento com o público que aluga, compra ou vende imóveis.

Redes sociais como Facebook, Instagram, LinkedIn, app de mensagens instantâneas como o Whatsapp ou de videoconferência como o Skype proporcionam novas e diferentes maneiras de se comunicar com um cliente. Essa proximidade, para muitos corretores mais antigos, era impensável devido ao trabalho extra enorme que isso gerava.

Entretanto, as redes sociais criaram novas necessidades para diversos mercados e o imobiliário não escapou. O uso desses aplicativos e redes sociais por parte dos corretores faz parte do dia a dia e são essenciais na rotina de qualquer profissional da área que busque concretizar negócios e atender muito bem seus clientes.

O que ocorre, na verdade, é que o comportamento dos consumidores se modificou consideravelmente a partir do processo de popularização do acesso à internet. Como todos hoje têm fácil acesso às essas ferramentas, os clientes têm exigido o uso dessas novas ferramentas para tornar mais prático e rápido qualquer processo envolvendo a imobiliária.

Além disso, a combinação redes sociais e vendas de imóveis também tem como um dos principais benefícios a flexibilidade na forma de atendimento. Isso porque o atendimento por meio da internet é uma estratégia de relacionamento extremamente forte e, consequentemente, se torna um catalisador de novos negócios, já que o cliente pode estar em qualquer lugar.

Outro ponto importante que as redes sociais afetam consideravelmente no que se refere à estratégia de relacionamento dos consumidores do setor imobiliário, é o maior alcance dessas redes, já que conversam plenamente com públicos da classe A até a classe E e com um retorno quase que instantâneo.

E é bom deixar isso bem claro: as redes sociais não são algo a mais para as imobiliárias, são uma necessidade nesse novo mundo conectado e online o tempo todo. O cliente quer um atendimento constante e que o envolva, que crie uma experiência do usuário. Não querem mais uma venda pela venda apenas, mas também não querem enrolação no processo ou burocracias demais.

O novo cliente é realmente complexo e bastante diferente do cliente do passado. Para se ter ideia, perto de 75% do público que negocia imóveis atualmente faz buscas antes nas redes sociais. No caso de jovens de 25 a 30 anos, este percentual é ainda maior: 85%.

A popularização das redes sociais tem trazido novas oportunidades para o corretor de imóveis, já que consegue impactar um público consideravelmente maior, o que acaba aumentando as chances de concretizar vendas. Isso se dá também por conta de outras ferramentas digitais como as ferramentas de simulação de compra e venda de imóvel, tours virtuais pelos empreendimentos, entre outras.

É válido também destacar o poder que o investimento bem direcionado nas redes sociais possui de gerar mais economia e maior retorno sobre investimento do que com as mídias dos canais offline. Logicamente, não estamos falando de abandonar completamente a mídia offline – panfletos, folders e outdoors, por exemplo. Estamos falando de repensar a estratégia das campanhas para empreendimentos, já que na mídia online é possível segmentar totalmente o público-alvo dos seus anúncios e, por consequência, torná-los mais assertivos e eficientes.

Realidade virtual vira ferramenta para imobiliárias

Agora imagina só a seguinte situação: mostrar imóveis para clientes sem precisar pisar o pé fora da imobiliária. Já pensou na eficiência disso? Pois é, com a realidade virtual – uma tecnologia a qual permite que tenhamos a sensação de estar em outro lugar digitalmente – se popularizando no mundo todo, muita gente acredita que essa cena de imaginação acima vai se tornar realidade. Pelo menos virtual.

Mas será que essa tendência funciona para todos os casos? Definitivamente não. Muitos clientes ainda vão escolher a opção de ver o imóvel ao vivo, mesmo com a ferramenta de realidade virtual disponível e funcionando plenamente com qualidade e alta definição nas imagens.

Mesmo assim, é extremamente importante que a imobiliária e os profissionais de vendas imobiliárias estejam totalmente atualizados com relação a essas novas ferramentas que podem auxiliar de maneira bastante efetiva as vendas. Em especial, essa tecnologia vai ter um apelo muito forte com o público mais jovem, como mostramos alguns parágrafos acima.

Mas quais são os benefícios da realidade virtual para as vendas imobiliárias?

Como já destacamos acima, a redução nos gastos com divulgação pode ser um ótimo argumento para começar uma implementação da tecnologia de realidade virtual na estratégia de vendas das incorporadoras e imobiliárias. Mas lembre-se: é preciso estudar muito bem o público do empreendimento em questão para abordá-lo da forma correta e otimizar seus investimentos.

A tecnologia também cria um ambiente de visita constante. O corretor pode “mostrar o imóvel” praticamente 24h por dia, 7 dias por semana, já que a ferramenta está disponível em uma plataforma online. Logicamente, para algumas pessoas, ainda há o entrave do dispositivo para visualização do empreendimento, mas a imobiliária pode receber visitas físicas para verificar os imóveis lá mesmo.

Outros dois pontos que merecem destaque antes do vantagem mais importante é que a realidade virtual pode ajudar os corretores a realizarem vendas de imóveis mesmo que os clientes não estejam fisicamente próximos – fora do país, por exemplo. Ele também pode ver o imóvel mobiliado, o que ajuda a aumentar as chances da venda, pois cria uma proximidade com o cliente. E o mais interessante é que, com as redes sociais, é possível tornar a experiência do usuário ainda mais personalizada.

A maior vantagem, no entanto, é o baixo custo de investimento para implementar a tecnologia. Os materiais, softwares e dispositivos utilizados estão se popularizando e começando a ter um preço mais competitivo e adaptado à realidade brasileira e a única peça física de maior valor é o óculos.

Portanto, a resposta para a pergunta do título é que, “Sim, redes sociais e venda de imóveis combinam”. Utilizar as redes sociais e outros meios digitais de comunicação para criar um ambiente próximo com os clientes da imobiliária é um passo essencial para gerar mais valor competitivo para sua imobiliária.

Gostou do artigo? Veja o nosso último também:
http://blog.guairaimoveis.com.br/2018/07/31/decoracao-de-quartos-em-casas-e-apartamentos-dicas-da-imobiliaria-guaira/

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Mercado Brasileiro: bom momento para investir em imóveis?

O mercado brasileiro em 2018, diferentemente dos últimos anos, está otimista. Mesmo com toda a inconstância que ainda envolve o cenário político brasileiro, os níveis inéditos de insatisfação da população com o atual presidente da república e a greve de caminhoneiros mais recente que quase parou o país, nossa economia está mostrando sinais de recuperação e promete mudanças positivas ainda este ano.

Motivos não faltam: as taxas de juros estão caindo e o crédito imobiliário voltou a ser acessível, o que facilitou a retomada do mercado imobiliário tanto na venda dos estoques das construtoras quanto na incorporação de novos empreendimentos em basicamente todas as regiões do país.

Como apontamos acima, o mercado imobiliário vem de uma ressaca de quase quatro anos e no fim do ano passado já começou a ensaiar uma reação, quando o FMI realizou uma revisão de crescimento do PIB Brasileiro de 2018 e apontou uma queda da taxa SELIC para níveis próximos de 7% a.a em 2018.

Estamos em um momento de nova transição: os imóveis brasileiros em geral passaram por uma forte valorização no período de 2008 a 2014. Logo em 2015 a crise se instaurou de vez no país e provocou uma derrocada nos preços dos imóveis. Para quem está constantemente ligado no mercado e trabalha com esse tipo de investimento, foi o momento ideal para investir em um imóvel, já que os preços caíram drasticamente.

Entretanto, não foram só os preços que diminuíram de 2014 até o ano passado. Houve também uma retração na oferta e na demanda de unidades. Com isso, o mercado sofreu com um desaquecimento e algumas construtoras e incorporadoras acabaram fechando as portas.

Do fim de 2017 até os próximos meses – provavelmente até o começo do 2º semestre de 2018 –  ainda veremos ótimas oportunidades de compra, mesmo com todo esse cenário se invertendo. Essa inversão, na verdade, vem gerando um novo ciclo de oportunidades no segmento para quem buscava investir em imóveis, sobretudo na reta final desse ciclo de baixa.

O mercado está se reaquecendo e este reaquecimento leva um tempo considerável para mostrar seus efeitos. São meses de planejamento, desenvolvimento de novas campanhas de venda, negociação de contratos, disponibilização de crédito por parte dos programas de habitação para de fato de iniciar a construção de um novo empreendimento. E, mesmo no caso de empresas com um bom fluxo de caixa para investimento, o cenário não é tão diferente.

A dica é aproveitar as oportunidades de compra para investir ou até mesmo trocar de imóvel. Os índices econômicos vêm demonstrando uma recuperação em geral e consequentemente isso vai gerar uma nova demanda por imóveis e natural elevação de preços no setor. Como o estoque já está diminuindo há algum tempo, os descontos também estão começando a diminuir.

Por que o mercado imobiliário está se reaquecendo?

A lógica é simples, mas para quem não possui conhecimento econômico pode parecer algo super complexo. A ideia é desmistificar isso. Com a diminuição das taxas de juros e a queda gradual da inflação – abaixo da meta do Banco Central – basicamente todos os setores e segmentos da economia nacional são afetados: os de grande consumo como supermercados, comércio e serviços básicos são os primeiros afetados. Itens de médio consumo como eletrodomésticos e eletroeletrônicos, vêm logo depois.

Antes do mercado imobiliário, um último mercado passa por uma recuperação quando a economia vai bem: o setor automotivo. O conceito é que a taxa básica de juros e a inflação estão diretamente ligadas ao desempenho do mercado imobiliário. Como estão passando por um momento de diminuição, isso proporciona crescimento do mercado, superando até mesmo as previsões mais otimistas dos especialistas. Isso só demonstra a real força deste novo momento econômico que estamos vivendo no país.

Os números para 2018 são positivos para o mercado imobiliário

Os números são bastante favoráveis para a economia e para o mercado de uma forma geral em 2018. Um exemplo ótimo para ilustrar essa afirmação é o saldo 2017 da Caixa, uma das principais financiadoras de crédito imobiliário do país com 69% das operações para compra de casa própria, que fechou com R$432 bilhões na carteira de crédito de habitação. Se compararmos esse valor com o de 2016, o volume de empréstimos ficou 6,3% acima da média do ano retrasado.

As previsões de 2018 da Caixa são tão favoráveis quanto os números de 2017: o orçamento previsto para crédito habitacional é de R$82 bilhões, com uma meta física de lançamento de 650 mil novas unidades apenas pelos programas de habitação do Ministério das Cidades, não contando as habitações do mercado.

Também houve um crescimento de 5,2% em lançamentos residenciais verticais  e um aumento de 9,4% nas vendas destes imóveis, comprovando a ideia de que os estoques estão diminuindo consideravelmente e em breve os preços dos imóveis voltarão a aumentar. Para se ter uma boa ideia do panorama de vendas, no acumulado de 2017, elas  superaram os lançamentos em 11.878 unidades.

Mas afinal: vale a pena investir em imóveis em 2018?

A resposta direta é: sim.

Mas existem dois caminhos principais. O do financiamento imobiliário para aqueles que não conseguiram poupar muito e comprar um imóvel à vista, e o da compra à vista de um imóvel, o que exige um aporte financeiro considerável, mesmo com os preços ainda caminhando para um novo crescimento.

>> Modelo de compra à vista

Tecnicamente falando, o contexto econômico atual está muito benéfico para quem possui dinheiro suficiente para realizar uma compra à vista. A ideia é que investir em imóveis seja a curto ou a longo prazo ainda vale a pena nestes últimos meses.

Na prática, investir em uma época de instabilidade econômica – devido à instabilidade política – é uma ótima opção. Então aproveitar os últimos indícios da crise ainda vale a pena. Isso porque os preços em breve aumentarão de acordo com as previsões e, neste novo cenário, o melhor será poupar e investir em outros ativos como os fundos imobiliários, por exemplo.

>> Modelo de compra no financiamento

Existem algumas preocupações básicas para quem vai financiar um imóvel, independente da época ser de crise ou não:

– Busque por instituições financeiras confiáveis e com boas condições de crédito

– Pesquise bastante antes de fechar um contrato para evitar fraudes e irregularidades. De preferência, opte por instituições autorizadas pelo BC.

– Ler atentamente o contrato analisando as condições da operação, os direitos e obrigações do credor e do devedor.

– Solicitar planilhas de simulação da operação, com parcelas a serem pagas e o cálculo do Custo Efetivo Total (CET).

Gostou do artigo? Leia o nosso sobre Cachorros e Gatos em apartamentos ou imóveis aqui: http://blog.guairaimoveis.com.br/2018/06/12/cachorro-ou-gato-dentro-de-apartamentos-sao-permitidos/

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Qual a melhor hora para investir em imóveis?

Investimentos imobiliários são sempre extremamente considerados dentro do pool de investimentos existentes, seja por instituições bancárias ou empresas especializadas em organizar investimentos de pessoas físicas ou jurídicas. Isso acontece, em grande parte, devido à crescente valorização dos bens imobiliários e ao fato de este ser considerado um investimento seguro.

Além disso, o crescimento do setor de construção civil na última década, incentivado principalmente pela ascensão da classe média brasileira, criou uma série de oportunidades para a compra de imóveis. Ainda assim, é preciso avaliar muito bem o otimismo em torno desse tipo de investimento. Isso porque variáveis como a localização, o tipo de imóvel, as condições de pagamento, os juros, os riscos e até mesmo o valor de revenda são fatores que devem nortear a sua decisão.

O mercado imobiliário brasileiro e a venda de imóveis em 2018

De 2008 a 2012, o mercado imobiliário brasileiro viveu um boom gigantesco: viu uma grande alta da oferta, dos valores e dos financiamentos oferecidos. Naturalmente, o  mercado estava superaquecido àquela época e muita gente ganhou bastante dinheiro com investimentos e venda de imóveis.

Hoje, em 2018, o cenário se modificou consideravelmente. Acabamos de enfrentar uma crise financeira muito por conta do caos político que o Brasil viveu de 2014 a 2017. Os primeiros sinais de recuperação do mercado imobiliário já foram vistos no fim de 2017, no entanto, 2018 tem boas previsões. Este ano está oferecendo uma grande chance para quem quer começar a investir e também para os que buscam diversificar. Como falamos acima, investir em imóveis é uma opção segura, rentável, e que no geral oferece ótimas chances de lucro. Esse investimento tem características muito mais delineadas com o perfil de investidores conservadores, que buscam evitar dores de cabeça com flutuações de mercado financeiro sem abrir mão do lucro.

De acordo com o economista Ricardo Amorim, a recuperação do mercado imobiliário em 2018 pode ser enxergada por meio de alguns indicadores como a alta dos estoques nas construtoras, o acesso facilitado ao crédito imobiliário, a revisão de crescimento do PIB Brasileiro – ponto que impacta diretamente a geração de novos empregos, aumento de renda – e, por fim, a queda da taxa SELIC para níveis próximos de 7% a.a este ano.

Para o professor da FGV, Alberto Ajzental, essa queda da taxa SELIC e a diminuição gradual da inflação, que caminha para baixo da meta do Banco Central, são alguns dos motivos que fortalecem a economia a longo prazo tornando-a mais estável. Isso, junto com o fato dos valores dos imóveis não estarem tão elevados e não terem uma previsão de disparada nos próximos anos, cria um ambiente extremamente propício para investimentos imobiliários.

Embora as taxas de desemprego ainda estejam muito altas, o consumidor brasileiro já tem um pouco mais de segurança e confiança para investir em imóveis. Mesmo assim, é preciso ficar atento à estabilidade no próprio emprego. Além disso, como os financiamentos são todos a longo prazo, o ideal é não comprometer mais que 25% da renda líquida com prestações de financiamento.

Investir em um imóvel é uma boa pro meu perfil?

Se você quer dinheiro a curto prazo, o imóvel definitivamente não é um bom investimento. Isso porque a liquidez é consideravelmente baixa, a venda costuma ser demorada, já que se trata de um bem com valor alto de venda, isso sem contar que a venda dele é mais difícil em um momento de crise como a que acabamos de viver nos últimos 4 anos. Investir em um imóvel para deixá-lo parado ou vazio também não é uma boa ideia, já que isso influencia diretamente a economia, pois muitos imóveis vazios fazem com que os preços dos aluguéis caiam. Além disso, imóvel vazio tem custos de manutenção por conta do proprietário.

Por outro lado, existem aqueles que gostam de investir em imóveis pela estabilidade como falamos acima e pela garantia de uma renda passiva, com o aluguel do apartamento ou casa, por exemplo. Alugar um imóvel requer cuidados como a busca por uma imobiliária confiável para fazer sua gestão, mas, encontrando-a, é uma ótima oportunidade.

E essa é a soma a ser feita: muitas vezes as pessoas pensam que o retorno do imóvel é somente o valor do aluguel, ou, a valorização do mercado; mas, o correto é somar os dois valores (somar o aluguel recebido durante todo o ano e a valorização do anual do imóvel).

Falando ainda sobre o investidor que busca a renda passiva do aluguel, existem os que são ainda mais conservadores e procuram investir em um imóvel mais caro, em um bairro mais nobre com a certeza de que o investimento é bom e trará retorno.

No caso dos investidores que pensam na valorização do imóvel no futuro, muitos escolhem o imóvel em um bairro que está em expansão ou passando por melhorias públicas e compram um imóvel em construção, com valores mais baixos. Como acabam fazendo esse tipo de investimento para alugar durante o período de valorização e posteriormente para vender, as chances de ganhos mais altos são enormes.

Conclusão

Como basicamente qualquer tipo de investimento, a aposta em imóveis também envolve riscos. Logicamente, existem aqueles que conseguem ganhos maiores, por conta de um bom planejamento, um bom timing de compra e uma visão de futuro muito alinhada com a cidade e com a economia do país. Para alguns, o investimento pode não dar certo, sendo afetados por uma desvalorização ou pela estagnação, o que não costuma ocorrer com tanta frequência, mas é possível.

Assim como grandes investidores fazem, o comprador de imóvel precisar saber “ler” o mercado e avaliar suas decisões. Por isso, é fundamental entender todas as condições para fechar a negociação, como por exemplo, a previsão de gastos futuros e dos ganhos atuais.

Isso significa que investir em imóveis é sim uma boa opção para aqueles que se empenham em fazer o melhor negócio possível: aquele que cabe no bolso e gera retornos a longo prazo.

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O que você precisa saber sobre economia doméstica e mercado imobiliário

A economia doméstica e o mercado imobiliário têm uma relação íntima no que se refere à variação de valores dos imóveis. Entenda mais sobre esse assunto em nosso artigo.

A economia doméstica é um ponto bastante antigo da sociedade humana. Desde os tempos da Revolução Industrial, na Inglaterra do final do século XVIII, a sociedade começou a se organizar em famílias menores, morando nas mesmas casas a fim de obter um aumento na qualidade de vida. Com isso, o governo passou a investir mais em infraestrutura urbana – também devido ao êxodo rural por conta da industrialização – e em novas moradias. Isso não aconteceu da noite para o dia em absolutamente nenhum país, inclusive o Brasil.

Aqui, em especial no sudeste brasileiro, a industrialização também modificou a sociedade e a forma como morávamos. Com a Revolução Industrial, mesmo que tardia, o Brasil começou a se urbanizar – um tanto quanto descontroladamente – e a criar novas moradias, pavimentação, entre outras melhorias de urbanização. Além disso, a sociedade à época criou mecanismos amplos para organizar a economia doméstica, o mercado imobiliário – ainda pouco evoluído para um país da nossa dimensão – e a evolução dos imóveis nas cidades.

Na década de 40 e 50, com a consolidação do processo industrial e do surgimento de eletrodomésticos, começamos uma nova era de consumo, na qual a regra era: para viver tranquilamente é preciso comprar eletrodomésticos para facilitar seu dia a dia e ter mais tempo para a família, para os amigos e para a vida em geral. Com essas novas necessidades, além dos automóveis que também entraram para o imaginário humano, criou-se a preocupação em economizar energia elétrica, por exemplo.

Essa nova estrutura social também criou novas necessidades e novos espaços para trocas comerciais. Das mercearias e armazéns passamos para os supermercados e varejões – a feira livre resistiu bravamente até hoje, por algum milagre. Com esses novos espaços, as pessoas começaram a se preocupar também com a economia no supermercado, entre tantas outras formas de economizar o dinheiro do mês. Essas estratégias de economia são denominadas economia doméstica e elas estão intimamente ligadas ao mercado imobiliário. Vamos entender o porquê.

Um exemplo prático e bastante claro de como a economia doméstica afeta diretamente o mercado imobiliário é o das áreas nobres em cidades. Algumas cidades, possuem zonas mais nobres, com bairros mais abastados. Isso significa que mais pessoas ricas estão morando nestes bairros e a concentração de dinheiro é maior naquela área. E com uma concentração de riqueza maior em uma área, os estabelecimentos conseguem trabalhar com preços maiores na hora de vender seus produtos e serviços.

Com isso, alguns aluguéis comerciais também passam a ficar mais caros com o passar do tempo. Essa valorização toda de uma determinada área da cidade pode ter razões diretas ou indiretas. Diretas se for o caso de uma intervenção municipal ou da iniciativa privada com a construção de prédios, shoppings ou outras construções que valorizam a área. Indiretas no caso de uma valorização por melhorias públicas que já aconteceriam de qualquer forma e acabaram otimizando o bairro ou a zona em questão.

A economia do país afeta diretamente o mercado imobiliário

O corretor imobiliário que realmente gosta da profissão e entende a importância dela para a sociedade, já entendeu a frase acima há muito tempo. O mercado imobiliário tem relação direta com a economia do país e também com a economia doméstica. E por serem tão interligadas, a economia do país acaba se tornando o termômetro do mercado imobiliário, ou seja, se a economia estiver em alta, por consequência os riscos estarão menores e o consumidor terá muito mais segurança para adquirir ou trocar de imóvel. Agora, se a economia estiver retraída, os riscos e os juros estão em alta e vai ser o momento de vacas magras para o mercado imobiliário e para quem trabalha nele.

Isso porque sem emprego e sem renda – coisas comuns em períodos de crise econômica com a que vivemos nos últimos anos – as pessoas diminuem ou para de consumir e o sonho da casa própria – antes o principal deles – agora é deixado de lado já que é preciso atender as necessidades básicas primeiro. Como afirmamos, os juros também acabam tendo forte poder sobre o setor. O corretor de imóveis precisa conhecer e dominar números, taxas e índices do setor, para não só orientar melhor os clientes, mas também para direcionar melhor o negócio, desde a primeira abordagem até a conclusão da venda.

O bom corretor vai muito além disso, inclusive. A iniciativa dele coincide com pesquisas de segmentos por renda, índice de inadimplência e endividamento, ritmo de formação de novos casais nas cidades, no estado específico e no país como um todo, qual o volume de crédito disponível para o setor imobiliário, se imóveis usados continuarão financiáveis através dos bancos e até mesmo as perspectivas de evolução do Produto Interno Bruto (PIB) do país.

Respondendo mais a fundo sobre como a economia do país impacta no mercado imobiliário, nos últimos anos, por exemplo, foi necessária uma mudança drástica do governo no que se refere ao programa Minha Casa Minha Vida. Antes, ele era voltado apenas para famílias de baixa renda, mas agora teve seu direcionamento ampliado para atender famílias com renda mais alta. As taxas de juros são diferenciadas, bem como as formas de pagamento para possibilitar a aquisição.

O governo precisou definir algumas estratégias novas para que os imóveis novos ganhassem a atenção de novos donos. E, ao mesmo tempo, ofereceu condições especiais que estimulam a movimentação de dinheiro pela população. Um exemplo prático disso é o uso do FGTS para comprar imóveis, que também foi estimulado.

Mercado imobiliário reaquecido

A velha máximo – a demanda dita ofertas e descontos  – serve muito para a realidade do mercado imobiliário. A estabilidade da economia do país possibilita uma avaliação aprofundada e realista do fluxo de demandas no mercado imobiliário. Quando estamos em crise, por exemplo, os preços determinados não tinham saída e as construtoras não podiam trabalhar com ofertas, descontos e promoções.

Este ano, com o recente aquecimento do mercado, essa realidade já mudou. A perspectiva é de lucro para quem investiu e tem investido no mercado imobiliário, mesmo que algumas imobiliárias tenham sido afetadas por mínimas históricas até 2015. Com essa recuperação em 2018, os valores dos imóveis têm voltado aos seus números normais.

Conclusão

A economia doméstica tem participação ativa dentro da realidade do mercado imobiliário, seja por conta de mudanças estratégicas do governo, que cria novos programas de crédito para a população adquirir novos imóveis ou comprar imóveis usados, seja por conta da diminuição da taxa de juros, que tem impacto direto na economia como um todo, inclusive a de consumo básico, o que ajuda a população a ter mais dinheiro para fazer novos financiamentos e realizar o sonho de adquirir um imóvel em seu nome.

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6 dicas para garantir o controle de gastos domésticos

Veja como organizar as despesas da sua casa e colocar sua vida financeira no azul.

 

Virada do ano, novas metas e objetivos a serem atingidos, a sensação de boas energias chegando, de novidades e mudanças. No entanto, há uma coisa que não muda: as contas de início de ano. IPTU, IPVA, licenciamento e seguro do carro, fatura do cartão com as compras de Natal, material escolar (para os que já são pais), os gastos são gigantescos sem exceção.

E com isso tudo para pensar é preciso muito planejamento ao longo do ano anterior. O passo inicial nesse sentido é organizar as contas de casa, fazendo um orçamento doméstico. A ideia inicial é bem simples: dividir a planilha em ganhos e gastos. Hoje vamos falar sobre despesas de casa e como fazer o controle desses valores.

Primeiramente, vamos determinar o que são gastos domésticos. Basicamente, todas as despesas relacionadas à sua casa e sua família, sejam compras de supermercado ou supérfluos comprados para satisfazer a vontade de um dos membros da família, por exemplo. As despesas domésticas podem e inclusive costumam variar consideravelmente de um mês para o outro e é por isso que o controle sobre os gastos é essencial para não ter sustos no começo do mês e garantir sua estabilidade financeira.

Fazer essa gestão dos gastos domésticos é importante para evitar que as contas da sua casa fiquem fora de controle, o que cria uma tendência negativa de surgimento dívidas e aumento das que já existem, por exemplo. Logicamente, se você está lendo este texto você não quer complicar sua vida financeira e consequentemente prejudicar suas relações familiares. A necessidade de controlar os gastos e manter a economia da casa sempre em ordem surge disso.

Confira as dicas que separamos para te ajudar nessa tarefa – que no começo até é difícil e chata – mas depois vai te auxiliar e muito na organização da casa:

1- Defina muito bem os gastos fixos

Despesas como as contas do condomínio, água, luz, telefone, internet, aluguel, TV a cabo e outros serviços usufruídos pela família são considerados como gastos fixos, ou seja, são gastos que virão, com certeza, todos os meses e com valores iguais ou muito próximos de um padrão, o que permite fazer uma previsão orçamentária deles.

Para fins de controle, é importante ter noção de que estes gastos fixos precisam corresponder a no máximo 50% do orçamento total da sua casa. Se por um acaso eles ultrapassarem essa porcentagem já definida, você está gastando mais do que deve, ou seja, não está vivendo de acordo com seu real padrão de vida no momento, o que não é positivo para a sua vida financeira.

Para resolver esse problema, faça uma análise minuciosa dos gastos fixos e verifique se eles realmente ultrapassam os 50% de todos os seus rendimentos mensais. Caso a resposta for sim, reavalie quais destes gastos podem ser cortados.

2- Viva de acordo com seu padrão de vida atual

Não dá para viver apenas gastando sem planejar, sem organizar as finanças e pensando apenas no presente. É preciso poupar e pensar em guardar uma parcela dos seus rendimentos mensais, mesmo que pequena. Pense nisso na próxima vez que estiver no shopping fazendo compras desnecessárias. Lembre-se bem: juros compostos a seu favor são excelentes e contra são extremamente problemáticos. Evite as dívidas a todo custo.

3- Fique de olho nos gastos variados

Sabe aquele sorvertinho que você toma de vez em quando e não lembra de considerar no orçamento? Pois é, no fim das contas ele realmente faz diferença nelas. Logicamente não estamos falando para não tomar nunca um sorvete ou o cafézinho.

O que você precisa fazer aqui é pensar antecipadamente. Como os gastos variados não são frequentes e não possuem um padrão, é necessário trabalhar com a previsão orçamentária para eles. Separe um valor mensal que você destinará a esses pequenos prazeres cotidianos. Sim, pensar neles antes faz parte do seu planejamento para uma vida financeira mais saudável, afinal não vale a pena guardar um monte de dinheiro se você não aproveita a vida enquanto ela acontece. O importante é evitar que elas saiam do controle mensal, acabando com todo o seu salário sem você perceber.

4- Pague à vista quando tiver desconto

Opte pela opção à vista apenas quanto tiver um bom desconto. O bom desconto geralmente é considerado à partir dos 10%. Valores acima dessa quantidade de desconto são bastante vantajosos para comprar um produto a um preço mais barato.

No entanto, é importante avaliar bem se manter o dinheiro em uma conta poupança ou em uma conta como a da NuBank que gera juros diários em cima do montante que você deposita na conta digital. O que você pode fazer nestes casos é comprar o produto em questão – uma TV ou um notebook, por exemplo – no cartão de crédito e pagar as parcelas mensais, aproveitando o rendimento da poupança ou da conta digital.

5- Conta do supermercado e do varejão

Gastos com supermercado ou o hortifruti semanal são comuns e necessários no dia a dia. Não tem como determinar estes gastos como fixos, mesmo que variem muito pouco mês a mês. Isso porque os valores dos produtos podem variar a cada mês e o seu consumo também, especialmente quando falamos de famílias maiores.

Uma boa dica para evitar gastos maiores é a simples dica de fazer a lista de compras com os itens realmente necessários durante o mês. Essa lista costuma ser padronizada e você pode planejar ela para não ter problemas ou surpresas financeiras. Se possível, faça as compras de uma vez só no supermercado para evitar gastos com combustível e procure comprar produtos do hortifruti semanal em feiras de rua ou em vendinhas do bairro, permitindo que você vá a pé comprar os produtos.

6- Utilize aplicativos que te dão dinheiro de volta

Aplicativos como Méliuz e Beblue, por exemplo, que te devolvem uma porcentagem em cima de cada compra de serviços ou produtos ajudam muito a ter um dinheiro a mais disponível no mês para aproveitar uma pizza, por exemplo com o saldo do Beblue. Mas aproveite estes apps apenas para comprar coisas que você realmente necessita.

 

 

Fontes:

https://www.tororadar.com.br/blog/organizando-orcamento-familiar-domestico-tudo-que-voce-precisa-saber

http://queroinvestiragora.com/planejamento-financeiro-pessoal/

 

IPTU: fatos, curiosidades e pontos importantes
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IPTU: fatos, curiosidades e pontos importantes

Descubra o que é o imposto, quando surgiu, suas responsabilidades, se é melhor pagar à vista ou parcelado e muito mais.

Todo começo de ano é aquela coisa: vários impostos para pagar e o pior, chegam logo na primeira semana. Muita gente se planeja com antecedência guardando dinheiro ao longo do ano anterior para pagar tudo à vista e se livrar logo dessas primeiras dívidas do novo ano. E uma delas é o IPTU – Imposto Predial e Territorial Urbano – um imposto brasileiro cobrado do contribuinte que possui registrado em seu nome uma propriedade urbana, como uma casa, apartamento, terreno ou sala comercial.

O grande objetivo dessa cobrança é a obtenção de recursos para a administração pública, servindo também como instrumento de controle sobre o preço de imóveis. A cobrança parte das prefeituras municipais, que definem algumas regras particulares de acordo com as necessidades do município. A destinação do imposto são obras de infraestrutura, asfaltamento, educação, saúde e segurança. E realmente, para muitas cidades, essa é uma das principais fontes de arrecadação de recursos públicos, em especial em municípios menores. Já para os municípios economicamente mais desenvolvidos, o IPTU pode ajudar a sanar rombos de conflitos administrativos.

É interessante constatar que o IPTU é um imposto claramente previsto em lei, como apontam o inciso I do artigo 156 da Constituição Federal de 1988, e o artigo 32 do Código Tributário Nacional. Como vimos, ele custeia os principais gastos da administração pública e dos investimentos essenciais à população, como saúde, segurança e educação. E é justamente na Constituição Federal que está determinada a destinação obrigatória de uma parte dos impostos pagos às prefeituras, entre eles o (IPTU): 25% do total arrecadado devem ser aplicados na Educação e outros 15% diretamente na Saúde. Vale lembrar que esse é um percentual mínimo, não o teto de investimento. Mesmo assim, muitas vezes ele não consegue dar conta de todos os gastos.

Esse tributo municipal também possui uma importante função social, com base na Lei Federal 10.257/01, que ficou conhecida como Estatuto das Cidade. Ela tem por objetivo estabelecer políticas de desenvolvimento urbano e a instituição de políticas públicas, regulamentando os artigos 182 e 183 da Constituição Federal. Tenta-se, com esta lei, democratizar a administração das cidades brasileiras através de instrumentos de gestão, como o Plano Diretor, hoje instrumento obrigatório para toda a cidade com mais de vinte mil habitantes, práticas de zoneamento, uso e ocupação do solo, cooperação entre governos municipais, além da função social da propriedade, entre outros.

Dentro dessa perspectiva, a outra função social importante é a de instituir um tributo progressivo sobre terrenos sem utilização, com um acréscimo anual de alíquota em até 15% do valor do imóvel, dependendo da situação dele. O objetivo? Cobrar um tributo de valor crescente aos proprietários de terrenos mal administrados e que estejam causando problemas para a população.

Como dissemos acima, muitas vezes o IPTU não consegue dar conta de todos os gastos com educação e saúde, mesmo sendo um dos tributos que mais geram recursos para a cidade. Isso acontece, na maioria das vezes, por conta da grande resistência de parcela da população, que fica inadimplente, que não entende a importância do imposto, por conta de dificuldades técnicas de recadastramento e mapeamento dos proprietários de imóveis do município e até mesmo por problemas com corrupção, que acontecem em algumas cidades do país.

Como surgiu o IPTU?

O imposto surgiu, no Brasil, mais ou menos em 1799, durante o período colonial, com base na instituição da “décima urbana”, pela Rainha D. Maria I de Portugal. O tributo era aplicado sobre edificações após pedido de empréstimo para o então Governador da Bahia, aconselhando o estabelecimento do imposto nas casas de cidades marítimas.

O imposto foi evoluindo, com sua primeira aparição na Constituição Federal da República do Brasil, já na Primeira República, em 1891; e posteriormente na Constituição de 1934, quando passou a competência para os municípios; e, por fim, na Constituição de 1946, quando tomou um formato próximo ao do atual.

Como o IPTU é calculado?

Para fazer o cálculo, você precisa saber alguns números importantes como o valor venal do imóvel, também conhecido como valor de mercado, que representa o quanto o seu imóvel vale de acordo com a prefeitura. Seu valor é definido com base no tamanho e na localização do imóvel.

Descubra o valor do metro quadrado do imóvel e multiplique-o pela área construída do seu imóvel.

VALOR DO METRO QUADRADO DO IMÓVEL X ÁREA CONSTRUÍDA

É preciso saber também a alíquota do município, que é o valor pelo qual você multiplicará o valor venal do imóvel para descobrir o quanto ele vale na sua cidade. Com isso, você já pode descobrir o valor do seu IPTU. Basta fazer o seguinte cálculo:

VALOR VENAL x ALÍQUOTA

Uma dica importante para descobrir mais facilmente o valor de mercado do seu imóvel é recorrer a uma imobiliária de confiança para fazer o cálculo do metro quadrado, já que eles possuem uma base de dados enorme com valores de várias propriedades e são especialistas na avaliação de imóveis.

Com o valor venal e a alíquota do município definidos, o cálculo do IPTU fica mais fácil de ser feito, seguindo a fórmula que apresentamos acima. Um exemplo para fixar o uso dessa fórmula é a de um imóvel que fica em um município cuja alíquota é de 1,5%. Você vai multiplicar o valor venal de R$ 110.000,00 por 1,5%, resultando no valor final de R$ 1.650,00 de IPTU.

Também existem descontos e isenções de taxas de IPTU previstas na legislação municipal que variam de acordo com a cidade e com a faixa de valor venal do imóvel. O pagamento à vista, por exemplo, ajuda a conseguir bons descontos em basicamente todas as cidades do país. Quanto às isenções, as regras variam também de cidade para cidade, mas geralmente aposentados e pensionistas, além de residentes em imóveis de Preservação Ambiental Permanente ou de Preservação Histórica podem ser total ou parcialmente isentos, depois de fazer os requerimentos para tais benefícios antes do início do pagamento dos carnês.

 

Fontes:
• Clp.org.br
• Direitonet.com.br/artigos
• Blog.brhouseimoveis.com.br

Previsões para o mercado imobiliário em 2018
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Previsões para o mercado imobiliário em 2018

Confira algumas das tendências e apostas dos especialistas para este ano.

Como já sabemos, o setor imobiliário é, sem dúvida nenhuma, um dos principais motores da economia brasileira e gera muitos empregos no país. E, nos últimos anos, o mercado sofreu com algumas oscilações, poucos investimentos e muita incerteza, em especial por três grandes motivos: a instabilidade política, o endividamento da classe C e as altas taxas de juros e baixa oferta de crédito, impulsionadas pela crise econômica.

Para investidores estrangeiros, o Brasil vinha sofrendo com o fato de que cada vez menos pessoas investiam na compra de casas e apartamentos devido a esses motivos. O fato é que a saúde do mercado imobiliário brasileiro foi gravemente afetada pela crise econômica e não deve se recuperar com facilidade, mas aponta para sinais positivos. A perspectiva para 2018 é de que o mercado imobiliário vai voltar a receber novos investimentos e movimentar a economia com um pouco mais de estabilidade.

Segundo uma pesquisa realizada pelo Secovi-SP (Sindicato da Habitação de São Paulo) para avaliar o Mercado Imobiliário, de janeiro a agosto de 2017 foram comercializadas 10.991 unidades na cidade de São Paulo, o que representou uma alta de 20,8% em comparação ao mesmo período de 2016 com 9.100 unidades. A pesquisa obviamente teve como foco a capital paulista e entornos, no entanto, os números apresentam um sinal de retomada do setor por alguns motivos como a diminuição das taxas de juros e inflação e do crescimento do PIB, a redução na taxa de desemprego, preços dos imóveis mais estabilizados e mudanças nas regras de financiamento.

Todas essas mudanças econômicas por conta de fortes decisões políticas no âmbito federal estão criando um novo ambiente no país que está fortalecendo os investimentos estrangeiros, a retomada das incorporadoras na construção de novas obras – o que consequentemente gera novos empregos e aquece o motor da economia brasileira – e principalmente reconstruindo a confiança do consumidor, que foi abalada por conta da última crise econômica e dos escândalos políticos.

Entendendo os ciclos imobiliários das últimas décadas

Em 2008, a crise imobiliária dos Estados Unidos refletiu de forma negativa em todo o mundo. A economia brasileira, que na época dava fortes sinais de prosperidade, viu o mercado imobiliário crescer a passos largos, com base em um país com baixo índice de desemprego, apresentando à época um aumento da renda média do brasileiro, além da expansão significativa de alguns programas de oferta de crédito para a compra de imóveis com juros mais baixos. E isso se prova nos números: segundo o Banco de Compensações Internacionais – o BID – a valorização imobiliária no Brasil foi de 121% nos cinco anos seguintes ao período pós-crise de 2008.

Esse cenário continuou a evoluir até 2013, quando a economia começou a dar sinais de desaquecimento e um novo cenário de queda dos investimento surgiu, principalmente em 2015, também por conta da supervalorização dos imóveis no ano da Copa do Mundo, por conta das muitas obras de infraestrutura nas cidades-sede. Com isso, o setor imobiliário se desacelerou para se adequar à demanda e também por conta dos juros mais altos e o crédito mais escasso.

E o que esperar daqui pra frente?

Felizmente, as vendas imobiliárias aumentaram cerca de 10% em 2017 em comparação com 2016, segundo a Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança), mesmo em um cenário de recuperação, em tempos de consolidação do impeachment, mudanças complexas na economia, retração dos salários, inflação ainda não completamente regulada e mais regras para disponibilização de crédito imobiliário.

Isso tudo fez com que poucas pessoas realmente investissem em imóveis no ano passado. Mas as previsões para 2018 são de melhora considerável na economia. De acordo com especialistas do mercado financeiro a inflação deve diminuir, o que fará com que a economia volte a crescer depois de um período de retração. A tendência é que a inflação de 2018 fique abaixo da meta central de 4,5%. A expectativa é que a inflação fique próxima dos 3,09%.

Além disso, o PIB – índice de mensuração importante da economia do país – também deve voltar a crescer, segundo um levantamento do Banco Central. A previsão do aumento é de 2,51%, o que já representa uma recuperação considerável se analisarmos a evolução do PIB de 2015 (-3,8%) para 2017 (0,5%). Esse aumento no índice cria esperança no mercado e ajuda a gerar mais empregos – outro ponto importantíssimo que justifica a previsão otimista para o mercado imobiliário em 2018 – girando a “roda da economia” e aumentando as possibilidades de consumo da sociedade brasileira.

Outro ponto importante é que a taxa básica de juros, a Selic, vai manter um certo nível de estabilidade este ano. Seu fechamento esperando é de algo próximo aos 7%, apenas 0,5% a menos que os 7,5% do começo deste ano.

Por último, o fato da Caixa Econômica Federal ter anunciado novas regras no começo do ano para o financiamento imobiliário, como a regra que dobrou o teto do financiamento de de R$1,5 milhão para R$3 milhões, além da ampliação do programa “Minha Casa Minha Vida” em torno de R$1,5 milhão, podem propiciar uma aceleração imobiliária em 2018, já que fez crescer o mercado não só para as classes mais altas, mas para a B e C voltarem a financiar um imóvel.

A boa notícia também vem por conta de outros bancos como Itaú e o Banco do Brasil iniciarem de fato suas operações no segmento de mercado imobiliário, com base na redução da Selic. Isso ajuda na queda dos juros para crédito imobiliário e aumenta a concorrência, o que é ótimo para quem vai comprar ou investir em imóveis.

Com projeções de mercado tão otimistas, o que você precisa realmente fazer agora é estudar consistentemente o setor e criar boas estratégias para buscar oportunidades imperdíveis, sejam unidades residenciais, comerciais ou até mesmo loteamentos, seja para vender ou para comprar.

 

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Fontes:
• Exame.abril.com.br/negocios
• Jornal.usp.br/atualidades
• Seisporcento.com.br
• Meuconsultorimobiliario.com.br/blog
• Mapadaobra.com.br/negocios
• G1.globo.com/especial-publicitario/zap/imoveis

 

20 termos do mercado imobiliário que você precisa saber
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20 termos do mercado imobiliário que você precisa saber

Conheça o significado de algumas palavras que fazem parte do dia a dia das negociações imobiliárias.

Toda área tem um glossário específico que os profissionais precisam dominar plenamente para trabalhar com qualidade e agilidade. No entanto, para muita gente de fora da área pode parecer que o profissional está falando grego, o que muitas vezes gera confusão e falhas de comunicação que poderiam ser evitadas.

Pensando nisso, resolvemos começar o ano de 2018 com um glossário atualizado sobre o mercado imobiliário. Afinal, até mesmo nesta área temos inúmeros termos e siglas que muitas vezes até já ouvimos falar, mas ainda não compreendemos tão bem.

Hoje é o dia de tirar suas dúvidas! Confira:

1 – Contrato de promessa de compra e venda

É um contrato prévio firmado entre proprietário e comprador, que garante o comprometimento de venda por parte do proprietário e compra por parte do interessado no imóvel, com base em condições especificadas diretamente no documento. Serve para casos em que o comprador fez a compra antes do imóvel estar finalizado em termos de construção, ou mesmo quando um proprietário está alugando o imóvel e faltam poucos meses para finalizar o contrato de aluguel, mas ele já se compromete a vender o imóvel para o interessado.

Isso significa que todo o contrato de compra e venda de imóvel é feito através deste instrumento particular de “promessa”, ou seja, quando as partes finalizam a negociação de fato, é preciso lavrar a Escritura Pública e só então a promessa de venda terá sido cumprida.

2 – Usucapião

Usucapião é um formato de aquisição de propriedade e ou de qualquer direito real que se dá pela posse prolongada da coisa, com base nos requisitos legais, sendo também denominada de prescrição aquisitiva. Apesar do usucapião poder ser considerado sobre bens móveis, o nosso interesse aqui é referente aos imóveis, que são de três tipos:

• Extraordinário: exige a posse do imóvel ininterrupta por 15 (quinze) anos de forma pacífica, com base no artigo 1.238 do Código Civil.

• Ordinário: prevista no artigo 1.242 do mesmo diploma legal e tem como requisitos a posse contínua, exercida de forma mansa e pacífica pelo prazo de 10 (dez) anos, o justo título e a boa fé.

• Especial (rural e urbana): conhecido como pró-labore, exige a posse por cinco anos ininterruptos e sem oposição, de área rural não superior a cinquenta hectares. Ele precisa não possuir qualquer outro imóvel, seja rural ou urbano.

Saiba mais sobre este formato clicando aqui.

3 – Consórcio Imobiliário

O consórcio funciona da seguinte forma: um grupo de interessados se reúne para comprar um imóvel e cada um paga parcelas mensais prefixadas para uma administradora, que fica responsável por gerenciar o dinheiro. Quando o consórcio alcança um valor determinado, acontece um sorteio e o contemplado pode comprar a casa com o valor recebido. Então, acontecem sorteios com contemplações mensais e aí todos continuam pagando as parcelas pelo prazo determinado do consórcio. Se você se interessa pelo assunto, leia mais em nosso artigo anterior.

4 – Financiamento Imobiliário

Formato de compra de imóvel – casa ou apartamento novos ou usados – realizados por bancos, que pagam ao proprietário do imóvel a quantia que o comprador deseja financiar com o banco. Serve para quem não tem o valor total do imóvel e deseja comprar o imóvel rapidamente. Depois de fazer o financiamento com o banco, o comprador do imóvel fica devendo o valor mais juros ao banco que quitou sua dívida com o proprietário.

A Caixa Econômica Federal, por exemplo, é um dos bancos que fazem financiamentos imobiliários para pessoas de todas as classes sociais. Recentemente inclusive, anunciou uma limitação do crédito para financiamento de imóveis usados. Leia mais aqui.

5 – Fiança imobiliária

Fiança imobiliária, no Brasil, garante ao locador (segurado), em caso de inadimplência do inquilino (garantido), o recebimento por parte da empresa seguradora das coberturas contratadas na apólice.

Existem diversos tipos de fianças imobiliárias e já falamos de algumas delas em um post nosso aqui no blog. Acesse para saber detalhadamente sobre cada uma delas.

6 – Escritura de imóvel

Documento elaborado em cartório que garante o ato jurídico de da transmissão e da posse de um imóvel, por um preço predeterminado, de um vendedor para um comprador. Para determinar o real valor do documento, é impreterível que a escritura do imóvel seja registrada no Cartório de Registros de Imóveis, para garantir a propriedade do imóvel ao comprador. Se no caso o proprietário já assinou a escritura, mas veio a falecer no meio do processo, não é necessário, por exemplo, esperar o inventário para ter posse sobre a propriedade. Mas esse Registro de Imóveis no Cartório é necessário para evitar fraudes como quando o proprietário faz a venda para duas pessoas diferentes. Se isso ocorrer, a segunda pessoa que comprou, por exemplo, mas fez o registro antes no Cartório é a nova proprietária, mesmo a Escritura estando no nome também da primeira pessoa.

7 – Permuta

A permuta se aplica a qualquer tipo de imóvel, terreno, casa, apartamento e imóvel a ser construído. Ela se caracteriza por um tipo de contrato no qual as partes se obrigam mutuamente a dar uma coisa por outra de valores equivalentes. Existe ainda a possibilidade de o pagamento ser feito com bem acompanhado de pagamento em dinheiro.

Já falamos sobre como funciona uma permuta de imóvel em um de nossos posts. É importante estudar bem o tema antes de optar por esse tipo de negociação. Comece com esta leitura.

8 – Denúncia vazia (locação)

A denúncia vazia é caracterizada pela retomada do imóvel pelo locador, sem necessidade de justificativa, após o término do prazo de locação inicialmente fixado em contrato. É feita a denúncia vazia e o proprietário retoma o imóvel, sem maiores problemas. O proprietário pode fazer a denúncia desde que locatário já tenha completado o prazo preestabelecido no contrato, ou no caso locações ajustadas verbalmente ou por escrito, com prazo inferior a 30 meses, mas apenas no caso do locatário ter permanecido no imóvel por mais de 5 anos ininterruptos.

9 – Habite-se

Documento que comprova que a negociação passou por uma análise de vistoriadores da prefeitura do município em que o imóvel se encontra. Esses profissionais fornecerão o atestado que comprova que o imóvel está em condições de ser habitado, seja um imóvel comercial ou residencial. Com a aprovação do imóvel por parte dos vistoriadores, a prefeitura emite o habite-se para o proprietário.

Sem este documento, uma obra não pode ser averbada, por exemplo. Isso significa que os os alvarás de funcionamento emitidos pelos demais órgãos competentes – bombeiro, vigilância sanitária, etc – não são liberados, ou seja, a obra fica embargada por conta da falta do documento.

10 – ITBI

Imposto de Transmissão de Bens Imóveis é uma tributação gerada por uma transação imobiliária e cobrada pelo município no qual o imóvel está localizado. Deve ser pago na aquisição do imóvel e a oficialização do processo de compra e venda só será feita após o pagamento desse imposto.

11 – Hectare

Unidade de medida agrária equivalente a 10 mil metros quadrados (m²). Termo muito utilizado quando se trata de imóveis rurais.

12 – Hipoteca

É o processo de negociação de bens imóveis e móveis (como aviões e navios) como garantia de pagamento de uma dívida. No caso, o devedor possui estes bens que são colocados como garantia para o credor por meio de uma execução judicial ou execução extrajudicial.

13 – Nota Promissória

Nota escrita e que serve de garantia para provar que uma pessoa – o emitente – se comprometeu a pagar determinada quantia, em determinada data, a determinada pessoa física ou jurídica – o beneficiário.

14 – Quórum

Quantidade mínima obrigatória de membros presentes, ou formalmente representados, para que uma assembleia possa deliberar e tomar decisões válidas. É um termo costumeiramente utilizado em assembleias e reuniões de condomínio, bem como em convenções condominiais, que exigem um número mínimo de condôminos – 50% + 1 – para decidir questões relativas ao condomínio. É importante saber que, no caso de inquilinos, estes precisam ter autorização expressa do proprietário do imóvel, caso queiram representá-lo na reunião condominial.

15 – Gradil

É um tipo de grade de segurança, geralmente em ferro ou alumínio, utilizado em sacadas, varandas ou portões.

16 – Valor de mercado

Esse valor é baseado no mercado imobiliário nacional, estadual e municipal. As análises são feitas com base nos valores de aluguel e de compra e venda de imóveis nas cidades. Ele representa o valor de compra e venda de um determinado imóvel, com base na interação de oferta e procura. Se quiser saber mais sobre o mercado imobiliário, leia este artigo.

17 – Alvará

Documento necessário para construção ou incorporação de projeto arquitetônico. Precisa ser emitido por um órgão público competente como autorização.

18 – Certidão de Registro de Imóveis (Matrícula do Imóvel)

Documento emitido pelo Cartório de Registro de Imóveis. Ele dá a garantia do registro do imóvel para a pessoa que está registrando a certidão. Ela pode ser requerida por qualquer pessoa, mediante pagamento de uma taxa.

19 – CRECI

É a sigla para o Conselho Regional de Corretores de Imóveis, que organiza a representação e determina regras de atuação dos profissionais corretores que trabalham em imobiliárias ou atuam individualmente.

20 – Dry wall

Vem do inglês “parede seca” e é um elemento construtivo utilizado para fechamento de ambientes, principalmente como paredes divisórias internas. É feito de uma estrutura metálica revestida por gesso cartonado e costumam ter uma boa resistência e isolamento termoacústico. Apresentam grande facilidade para aplicação de elementos elétricos, se comparadas às paredes de alvenaria tradicionais.

 

Fontes:
• Blog.rodobens.com.br
• Digitalimobi.com.br/blog
• Cyrela.com.br/sobre/publicacoes